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NOTÍCIA

Coordenador De Endemias De Juína Fala Sobre Dengue E Malaria Em Juína

O Coordenador De Endemias Cobra A Responsabilidade Da População Para O Enfrentamento Da Dengue Em Juína

Data: Segunda-feira, 05/04/2021 16:04
Por: Metrô FM Juína
FOTO : Carlos Alberto/ Metrô FM

A dengue é considerada a virose urbana mais difundida no mundo, sendo o Brasil, o país responsável pelo maior número de casos relatados anualmente. O Aedes aegypti é o principal vetor de dengue. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito infectada pelo vírus.

Os principais sintomas da doença são:  

·      Febre alta: maior que 38,5ºC.
·      Dores musculares intensas.
·      Dor ao movimentar os olhos.
·      Mal-estar.
·      Falta de apetite.
·      Dor de cabeça.
·      Manchas vermelhas no corpo.

Mesmo não tendo chovendo como nos anos passados, os casos de Dengue na cidade de Juína estão altos.

Segundo o coordenador de endemias do município, Paulo José Santana, relata que as últimas informações levantadas os casos chegam a 141 casos de dengue. Esses casos são contabilizados desde o início de 2021 até março e chega a 26 casos de dengue por dia.

Claramente o acumulo de água, e de lixo, provoca a proliferação do mosquito da Dengue provocando o adoecimento da população, por isso é muito importante manter quintais e ruas limpas. Paulo alerta a população sobre os cuidados básicos para que os casos de dengue reduzam.

A melhor forma de prevenção é evitar a proliferação do mosquito transmissor, eliminando águas paradas que possam se tornar possíveis criadouros do Aedes aegypti. Então utilize repelente, mantenha seu quintal limpo e livre de possiveis acumulaçoes de água, hidrata-se com muito liquido e seja conciente com seu lixo.

Chegada do calor redobra o cuidado com a dengue

Já a malária também é um assunto que preocupa as autoridades sanitárias do nosso município. Com os movimentos dos garimpos da região e Juína sendo um ponto de parada de muitos populares que vem desses garimpos à os primeiros registros da doença na cidade.

Como a população sabe, Juína em sua emancipação foi palco de inúmeros casos de malária, devido ser um local ainda em exploração, tanto de madeira quando de garimpo, mas com o tempo e a tecnologia avançada foi rapidamente controlada, ficando por muito tempo sem registrar casos, mas devido a essas situações os números começaram a subir.

O parasita é transmitido através da picada da fêmea do mosquito Anopheles infectado. Esses mosquitos geralmente picam entre o anoitecer e o amanhecer.

A malária começa como a gripe, com os primeiros sintomas surgindo entre nove e 14 dias após a infecção. Os sintomas incluem febre (podem ocorrer ciclos típicos de febre, calafrios e suor em grande quantidade), dor nas articulações, dores de cabeça, vômitos frequentes, convulsões e coma.

Se a malária simples não for tratada, ela pode se tornar grave – anualmente, cerca de oito milhões de casos de malária progridem para o tipo grave da doença. Mortes por malária podem ocorrer devido a danos cerebrais (malária cerebral) ou danos aos órgãos vitais. A redução das células vermelhas no sangue pode causar anemia.

Assim como a Dengue, a população pode evitar a malária com os cuidados do lixo, utilizar repelente constantemente e lugares onde os casos são mais recorrentes utilizar mosquiteiros tratados com inseticidas.

Vigilância Ambiental da Malária - Centro Estadual de Vigilância em Saúde

Até o momento foram registrados 9 casos, sendo 4 advindos de aldeias e 5 casos registrados em uma fazenda do município.

O coordenador relata que a vigilância está em alerta para que haja um bloqueio da doença e não permitir que se multiplique, principalmente no momento em que todos estão passando devido a pandemia do covid 19.

Redação: Alana Prudente/Metrô FM 

Reportagem: Carlos Alberto/Metrô FM 

com pesquisas sobre dengue e malária nos sites materdei e médicos sem fronteiras.