O Ministério da Saúde atualizou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Com data de 20 de janeiro, o novo documento traz o número previsto de pessoas nos grupos prioritários: 77,2 milhões.
A primeira versão detalhava as três primeiras fases da vacinação e a previsão era de vacinar 49,6 milhões de pessoas (entenda abaixo).
Entretanto, nesta segunda versão o plano, o governo detalha apenas como será a primeira etapa de vacinação:
Nesta atual versão do plano, o ministério detalha apenas a primeira etapa de vacinação. No documento anterior, a fase 2 era dedicada aos idosos com mais de 60 anos - mesmo os que não estão em instituições de longa permanência. Na fase 3, o plano anterior citava as pessoas comorbidades, como diabetes, obesidade e doenças cardíacas.
Agora, esses e outros grupos continuam contemplados em uma futura etapa da vacinação, mas o escalonamento "para vacinação se dará conforme a disponibilidade das doses de vacina, após liberação pela Anvisa".
Nessa atualização, o plano adicionou os trabalhadores industriais e trabalhadores portuários. Também detalhou o que chamava apenas de “trabalhadores do transporte coletivo” e “transportadores rodoviários de carga”. (Veja no final desta reportagem todas categorias que estão incluídas.)
O primeiro documento, divulgado em 16 de dezembro de 2020, indicava um total de 49,6 milhões de pessoas nas três primeiras fases da vacinação. Segundo o ministério, atualmente, o Brasil tem mais de 354 milhões de doses de vacinas garantidas para 2021, por meio dos acordos com a Fiocruz (254 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses).
O Ministério da Saúde explicou que os grupos prioritários foram baseados em princípios similares estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a pasta, o objetivo principal da vacinação é reduzir os números de mortes e casos de Covid-19, bem como "a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais".
"Optou-se pela priorização de: preservação do funcionamento dos serviços de saúde, proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos, seguido da proteção dos indivíduos com maior risco de infecção e a preservação do funcionamento dos serviços essenciais", diz o documento.
Na primeira etapa de vacinação:
Demais grupos prioritários, citados pelo governo agora sem divisão por etapa de vacinação:
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