Uma banca formada por sete advogadas passa a representar a ex-servidora do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) que denunciou o presidente da autarquia de assédio sexual.
A banca vai analisar o inquérito policial e acompanhar os processos judiciais e administrativos relativos ao caso.
“A situação é delicada e deve ser apurada com todo rigor e comprometimento, e a defesa da vítima está empenhada para que o ocorrido não passe impune”, diz trecho de nota divulgada à imprensa.
As advogadas que compõe a banca são: Luciana Serafim, Samira Pereira Martins, Cláudia Aquino de Oliveira, Flávia Moretti, Lorena de Arruda, Adriana Cardoso e Bárbara Lana.
O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso voltará de férias na próxima segunda-feira (18).
A partir desta data, ele terá a oportunidade de se explicar sobre a denúncia, segundo o governador Mauro Mendes (DEM), disse em entrevista coletiva na noite de quarta-feira (13).
“Ele está de férias, portanto, ele está afastado. Ele retorna na segunda-feira, vai ter a oportunidade de se explicar e dependendo do que ele conversar com as áreas técnicas do governo, alguma decisão poderá ser tomada”, afirmou.
O caso envolvendo o nome de Marcos Catão veio à tona no início desta semana.
Uma ex-funcionária do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), de 19 anos, acusou o presidente da autarquia de assédio sexual durante o trabalho.
Ela pediu exoneração do cargo.
Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil, em novembro do ano passado.
A jovem relatou que trabalhava no local há 7 meses e que, há 4 estava sob a chefia de Marcos Catão.
Ela disse que precisava entrar no gabinete com frequência para servir café e mostrar o cardápio para o chefe e pedir refeições.
No dia 12 de novembro de 2020, quando foi levar uma jarra de água no gabinete, a jovem conta que foi assediada sexualmente.
Consta no boletim de ocorrência que o chefe disse que não precisava ficar de máscara e, em seguida, começou a “massagear o pênis” enquanto olhava para ela. A servidora disse ter ficado em choque.
Depois do assédio, ela foi encorajada pelo pai a pedir demissão e registrar o boletim de ocorrência.
OUTRO LADO
Marcos Catão afirmou que não praticou nenhum ato de assédio ou importunação sexual contra uma ex-servidora da autarquia.
A afirmação está em uma nota de esclarecimento feita por seu advogado Francisco Faiad.
“O Sr. Marcos tem a consciência tranquila de que nunca cometera qualquer ato de assédio ou importunação sexual contra quem quer que seja, tendo agido sempre com respeito e hombridade nas relações com os demais servidores do Indea, do qual é servidor de carreira”, diz trecho da nota de esclarecimento.
Ainda segundo o posicionamento, em dezembro, Catão solicitou cópia integral da denúncia, mas até agora não obteve resposta.
Ele aguarda “sereno ser convocado para depor na Delegacia da Mulher e ter os fatos investigados na seara criminal e administrativa, quando sua inocência será declarada”.
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