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NOTÍCIA

Quadro Sorria Mais Com A Dra. Camila: Má-oclusão de Classe II

Toda terça-feira você confere o quadro Sorria Mais aqui na Metrô FM.

Data: Terça-feira, 22/12/2020 09:44
Por: Metrô FM Juína
METRO FM

A má oclusão de Classe II, ela pode ser dentária e/ou esquelética, ou seja, pode envolver apenas os dentes, mas também a parte óssea, envolvendo a maxila e a mandíbula. Essa má oclusão é a maior prevalência em casos de pacientes que procuram tratamentos ortodônticos.

Existe uma classificação quando se quer referenciar ao posicionamento dos incisivos superiores. Quando estes estão projetados para vestibular, para frente, denomina-se de 1ª divisão, porém, quando os mesmos estão inclinados para trás, refere-se como 2ª divisão na má oclusão Classe II. E pode apresentar sub-divisão, direita ou esquerda, para o lado que está o problema.

As má-oclusões de classe II são caracterizadas por possuir desvios esqueléticos, dentários e tegumentares. Representam uma desarmonia de crescimento entre a maxila e a mandíbula, por um excesso de crescimento da maxila, ou falta de crescimento da mandíbula, ou ambos. Esse tipo de má-oclusão geralmente confere ao paciente um perfil convexo, com a maxila projetada anteriormente em relação à mandíbula, e o queixo para trás.

O tratamento envolve diferentes técnicas, onde observa-se a terapia de uma ou duas fases.

Existem diversos tipos de aparelhos, é recomendado o tratamento precoce, com retrusão mandibular, por deficiência da mandíbula, ou seja, com o queixo mais para trás, em pacientes em fase de crescimento é o tratamento ortopédico indicado através do avanço mandibular, de forma a proporcionar, estimular o crescimento mandibular e a restringir o crescimento maxilar, objetivando aos pacientes uma vantagem significante no progresso da estética facial com o uso dos aparelhos propulsores mandibulares.

O tratamento de duas fases se constitui por uma intervenção durante a fase de crescimento no intuito de minimizar as alterações inerentes a esta má oclusão. Entretanto, pode-se corrigir os desvios da normalidade com aparelhos corretivos fixos promovendo a correção das irregularidades dentárias e objetivando melhor proporção e equilíbrio das alterações esqueléticas. As possibilidades terapêuticas são diversas, podendo ser encontrados terapias envolvendo aparelhos ortopédicos funcionais, proporcionando um crescimento equilibrado entre as bases ósseas e mecânicas com aparelhos fixos.

A importância da identificação e do tratamento precoce dos indivíduos com má oclusão é relevante, visto que implica diretamente no custo de tratamento, a ortodontia preventiva e interceptativa, podem melhorar a oclusão durante a pré-adolescência e na adolescência. Desse modo, o plano de tratamento da má oclusão de Classe II é variável, e é importante levar em consideração também a fase de crescimento em que o indivíduo se encontra.

Os esforços das diferentes técnicas e tratamentos da má oclusão de Classe II convergem em objetivos em comum, caracterizados na busca da estética facial, saúde dos tecidos, estabilidade ao final do tratamento, equilíbrio dos dentes na cavidade bucal, obtendo uma melhora da harmonia do padrão do desenvolvimento da face.

Podendo ser tratada com melhores resultados na fase de crescimento e depois na fase adulta já apresenta algumas limitações e dependendo do grau da severidade da má oclusão, o paciente adulto pode precisar em conjunto com o tratamento com aparelhos também a necessidade da cirurgia ortognática para a correção da parte óssea.