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NOTÍCIA

Garimpeiros Fazem Bloqueio Em Ponte De Aripuanã

O Garimpo Foi Interditado por Decisão Judicial.

Data: Sexta-feira, 04/09/2020 16:43
Por: Metrô FM Juína
Reprodução

Na manhã de ontem dia 02 de setembro, garimpeiros do município de Aripuanã bloquearam a ponte do Rio Aripuanã, na MT-208, que dá acesso ao distrito de Conselvan.

A manifestação é contrária a decisão do fechamento do garimpo expedida pelo juiz federal Frederico Pereira Martins, da Vara Cível e Criminal de Juína.

Em entrevista feita pela rádio Navegantes o presidente da cooperativa Coopermiga, Antônio Vieira da Silva, popular Toninho, lamentou o retrocesso e conta que foi surpreendido, e se preocupa com a condições dos trabalhadores.

“A gente tava tudo esperançosos que pois iamos pegar nossa (LO), que é a licença de operação, mas infelizmente fomos surpreendidos com essa decisão do juiz que deixou todo mundo apavorado, a deriva, nessa situação, por causa que, até então a gente estava construindo nossas casas no garimpo, a nós temos umas trezentas casas em fase de construção, para os garimpeiro puxar energia e organizando a situação, todo mundo animado mesmo”. Palavras de Toninho.

O presidente da cooperativa conta por que o juiz federal tomou a decisão de fechar o garimpo.

“O que o Juiz entendeu que ele não participou dessa negociação, mas não era necessário, pois já tinha o Governo Federal que é a (AMN), estavam presente as partes interessada (a cooperativa e Nexa), participando efetivamente, (METAMAT) efetivamente participando, aproveito eu agradeço o Juliano Jorge que é o presidente, que nos ajudou fornecendo Geólogo e todo material que foi necessário. E aí infelizmente fomos surpreendidos, o estado ficou surpreendido, a situação foi tipo você estar com dor de cabeça e eu não te dar um remédio, te cortar o pescoço fora, foi o aconteceu conosco”.

Toninho explica o porquê do bloqueio na ponte.

“Nós estamos fazendo um manifesto nessa ponte, trancamos, esta fechada para sensibilizar as autoridades, não queremos mal de ninguém, não queremos trazer prejuízo, queremos sensibilizar a população e também as autoridades que não tem como trazer esse povo pra rua, em município crescente nessa pandemia aqui. O único recurso que nós temos para nós ouvir para nos enxergar e falar que ali tem vidas tem um povo que merece ser ouvido, não tem como colocar 2 mil pessoas na rua”.

Até o fechamento dessa matéria os garimpeiros continuam na localidade no aguardo da revogação da decisão.