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NOTÍCIA

MINISTRO DA AGRICULTURA DIZ QUE “FANTASMA” DO DESABASTECIMENTO DE FERTILIZANTES NO BRASIL ESTÁ AFASTADO

Data: Terça-feira, 22/09/2026 00:00
Por: Metro fm Juina

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (22) que o risco de desabastecimento de fertilizantes no Brasil está afastado. A declaração foi dada durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte.

Segundo o ministro, o governo está trabalhando para acelerar a chegada de fertilizantes importados aos portos brasileiros, principalmente neste período de início da safra. A prioridade é reduzir possíveis atrasos provocados pelo acúmulo de embarcações.

Outra aposta do governo é o aumento da produção nacional. A Petrobras já retomou três fábricas de fertilizantes desde 2023 e trabalha para colocar em funcionamento uma quarta unidade, em Três Lagoas (MS). De acordo com André de Paula, quando essa fábrica estiver operando, a produção nacional poderá representar cerca de 35% da necessidade do país.

ACORDO COM O MARROCOS

O ministro também citou o acordo firmado recentemente com o Marrocos como uma das medidas para garantir o fornecimento de fertilizantes.

Um memorando de entendimento prevê o fornecimento de referência de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados para operadores brasileiros. O volume corresponde a cerca de 76% do déficit de 5 milhões de toneladas projetado pelo governo para a safra 2026/2027. A concretização dos embarques ainda depende de acordos comerciais entre os operadores brasileiros e a empresa marroquina.

O Brasil possui forte dependência das importações de fertilizantes. Cerca de 92% dos produtos utilizados no país vêm do exterior, o que torna o setor mais vulnerável a conflitos internacionais, problemas logísticos e oscilações de preços.

INDÚSTRIA PEDE SUBSÍDIO

Questionado sobre uma proposta da indústria de fertilizantes para criação de um subsídio à importação de enxofre, André de Paula não informou se o governo pretende atender ao pedido.

A medida poderia representar um custo entre R$ 900 milhões e R$ 2 bilhões, dependendo dos preços internacionais do insumo e da cotação do dólar. O assunto já foi discutido pelo governo, mas ainda não há uma decisão definitiva.

Apesar das preocupações com a oferta e dos dados que apontam queda na produção nacional e nas importações em determinados períodos de 2026, o ministro afirma que as medidas adotadas pelo governo devem evitar uma falta generalizada de fertilizantes no campo.

Redação Metrô FM Juína