O Brasil passou a aparecer proporcionalmente maior em um novo mapa-múndi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. A mudança, no entanto, não significa que o território brasileiro tenha aumentado. O que mudou foi a projeção cartográfica utilizada para representar a superfície da Terra.
A ONU aprovou, na última sexta-feira, dia 4 de setembro, uma resolução que incentiva a utilização da projeção Equal Earth, considerada mais fiel à proporção real das áreas dos países. A proposta foi liderada pelo Togo e recebeu apoio de países africanos. Ao todo, 164 países votaram a favor, enquanto os Estados Unidos foram contrários e seis países se abstiveram.
A principal diferença está na comparação com a tradicional projeção de Mercator, utilizada há séculos. Esse modelo foi desenvolvido para facilitar a navegação, mas provoca distorções no tamanho dos territórios. Quanto mais distante da linha do Equador, maior tende a ser a ampliação visual das áreas.
Por estar localizado em grande parte próximo à linha do Equador, o Brasil acaba aparecendo menor na projeção de Mercator do que sua área real quando comparado a territórios situados em latitudes mais elevadas. No novo modelo, essa distorção é reduzida e o país passa a ter uma representação mais próxima de seu tamanho verdadeiro.
A mudança também beneficia a representação de regiões como África, América do Sul e sul da Ásia, que historicamente aparecem proporcionalmente menores em mapas baseados na projeção de Mercator.
É importante destacar que a resolução da ONU não obriga os países a abandonar imediatamente o mapa de Mercator. A projeção continua tendo utilidade, especialmente em aplicações relacionadas à navegação. A recomendação busca ampliar o uso de representações que mostrem com maior precisão o tamanho relativo dos continentes e países.
Assim, o chamado “crescimento” do Brasil é, na verdade, uma correção na forma de visualizar o território. O país continua com a mesma área, mas agora aparece no mapa de maneira mais próxima de suas dimensões geográficas reais.
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