Os recentes tremores registrados na América do Sul, incluindo o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto, levantaram dúvidas sobre a possibilidade de um abalo de grande intensidade também atingir o Brasil.
Apesar de o Brasil registrar terremotos, o risco de um evento devastador como o ocorrido na Colômbia é consideravelmente menor. Isso acontece principalmente porque o território brasileiro está localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das áreas de encontro entre grandes placas tectônicas, onde ocorre a maior parte dos terremotos de grande magnitude.
Isso, porém, não significa que o Brasil esteja livre de terremotos. O país possui falhas geológicas e registra centenas de pequenos tremores ao longo dos anos. O Observatório Sismológico da UnB mantém o monitoramento dos eventos sísmicos registrados no território nacional.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, terremotos com magnitude superior a 7,0 são muito raros no país, com estimativa de ocorrência de aproximadamente um evento desse porte a cada 500 anos. Para comparação, no Chile, eventos acima dessa magnitude ocorrem, em média, a cada três anos.
Um exemplo histórico ocorreu justamente em Mato Grosso. Em 1955, um terremoto na região da Serra do Tombador, próximo à atual Nova Maringá, apresentou magnitude estimada em torno de 6,3. O tremor chegou a ser sentido a centenas de quilômetros de distância, inclusive em Cuiabá, mas não provocou grandes danos.
Especialistas ressaltam ainda que não é possível prever com precisão quando ou onde ocorrerá um grande terremoto. O monitoramento permite identificar e estudar a atividade sísmica, mas não determinar antecipadamente a data de um futuro abalo.
Assim, embora o Brasil não esteja completamente livre de terremotos, a possibilidade de um desastre sísmico com a mesma intensidade e impacto do registrado na Colômbia é considerada baixa. A atividade sísmica brasileira é monitorada continuamente pela Rede Sismográfica Brasileira.
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