O Brasil apresentou melhora em 71% dos 48 indicadores de desigualdade acompanhados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades em 2026. O levantamento aponta avanços em áreas como emprego, segurança alimentar, educação, redução da pobreza e combate ao desmatamento.
Entre os destaques está a redução do desemprego, que passou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025. A insegurança alimentar moderada ou grave também recuou, de 9,5% para 7,7% entre 2023 e 2024.
Na área ambiental, o levantamento registra uma redução expressiva do desmatamento. A área desmatada caiu de um pico de 2,1 milhões de hectares em 2022 para 984,8 mil hectares em 2025.
Apesar dos avanços, o relatório chama atenção para a concentração de renda. O rendimento médio do 1% mais rico da população é 31,5 vezes maior que o rendimento dos 50% mais pobres. O estudo também aponta diferenças importantes entre regiões, gêneros e grupos raciais.
Outro ponto destacado é a desigualdade no mercado de trabalho. Mulheres e, principalmente, mulheres negras continuam apresentando rendimentos inferiores. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras foi de R$ 2.184, segundo os dados apresentados no relatório.
Dos 48 indicadores analisados, 13% permaneceram estáveis e 16% apresentaram piora, mostrando que, apesar da evolução em grande parte dos índices, ainda existem desafios importantes relacionados à desigualdade social e econômica no país.
O levantamento reforça, portanto, um cenário de avanços em diferentes áreas sociais, mas também evidencia que a redução das desigualdades ainda convive com uma forte concentração de renda no Brasil.
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