O azeite de oliva pode ficar mais caro para os consumidores brasileiros nos próximos meses. O motivo é a onda de calor extremo que atinge diversos países da Europa, especialmente a Grécia, um dos principais produtores mundiais do produto.
A Comissão Europeia projeta uma redução de cerca de 5% na produção de azeite da União Europeia para a próxima safra. A queda é atribuída às altas temperaturas e ao clima seco, que prejudicam o desenvolvimento das oliveiras e reduzem a quantidade e a qualidade das azeitonas.
Além da Grécia, outros importantes produtores, como Espanha, Itália e Portugal, também enfrentam condições climáticas adversas, o que aumenta a preocupação do mercado internacional quanto à oferta do produto.
Como o Brasil importa grande parte do azeite consumido no país, qualquer redução na produção mundial pode refletir diretamente nos preços pagos pelos consumidores. Com menor oferta e demanda elevada, a tendência é de valorização do produto no mercado internacional, elevando os custos de importação.
Especialistas destacam que o impacto no preço final também dependerá de fatores como o câmbio, os custos de transporte e a evolução da safra nos principais países produtores. Caso a produção europeia se recupere nos próximos meses, os aumentos poderão ser mais moderados.
O cenário reforça como eventos climáticos extremos têm influenciado a produção agrícola em diversas regiões do mundo, afetando a oferta de alimentos e provocando reflexos na economia global e no bolso dos consumidores brasileiros.
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