Após a histórica beatificação do padre Nazareno Lanciotti, realizada em Jauru no último dia 13 de junho, a Igreja Católica já aponta qual será o próximo passo para que ele seja oficialmente reconhecido como santo.
Segundo o Tribunal Eclesiástico de Cuiabá, a canonização dependerá do reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do novo beato após sua beatificação. Somente depois da comprovação desse milagre poderá ser aberto o processo de canonização junto ao Vaticano.
O vigário judicial e vice-postulador da causa, padre Evandro Stefanello, explicou que os relatos de graças alcançadas antes da cerimônia de beatificação não poderão ser utilizados para a etapa de canonização. Esses testemunhos serviram para comprovar a fama de santidade do religioso, mas não atendem às exigências para a declaração de santidade.
No caso de Nazareno Lanciotti, a beatificação ocorreu sem a necessidade de comprovação de milagre porque o Vaticano reconheceu que ele morreu por martírio, ou seja, por ódio à fé cristã. O sacerdote foi assassinado em 2001 após décadas de atuação religiosa e social em Jauru, onde denunciava crimes como exploração sexual, tráfico de drogas e violência contra crianças e adolescentes.
A cerimônia de beatificação reuniu cerca de 15 mil fiéis e marcou um momento histórico para a Igreja Católica em Mato Grosso, tornando Nazareno Lanciotti o primeiro beato do estado.
Agora, os fiéis passam a rezar pela intercessão do beato, enquanto a Igreja acompanha possíveis relatos de graças extraordinárias que, caso sejam comprovadas cientificamente e reconhecidas pelo Vaticano, poderão abrir caminho para sua canonização e reconhecimento como santo.
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