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NOTÍCIA

BRASIL PRECISA SE PREPARAR PARA O PIOR, ALERTA CELSO AMORIM EM MEIO À CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Data: Terça-feira, 03/03/2026 09:05
Por: Beatriz Rodrigues / METRO FM

O embaixador Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil deve se preparar para um agravamento do conflito no Oriente Médio, em razão da intensificação das hostilidades entre Estados Unidos, Israel e Irã. 

Em entrevista à GloboNews, Amorim classificou como “condenável e inaceitável” a morte de um líder em exercício, referindo-se aos ataques que atingiram o Irã e resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, em recente ofensiva conjunta de EUA e Israel. Para o diplomata, tais ações podem desencadear um cenário ainda mais instável na região e além dela.

Ao ser questionado sobre o que ele considera “o pior”, Amorim advertiu que há um “aumento vertiginoso das tensões” no Oriente Médio, com potencial de alastramento para outros países da região, o que poderia complicar ainda mais a situação geopolítica e humanitária. 

O embaixador também destacou que o Irã historicamente fornece armamento a grupos xiitas e outras forças no Oriente Médio, o que, segundo ele, amplia o risco de envolvimento de mais atores no conflito.

Amorim afirmou que pretendia conversar ainda nesta segunda com o presidente Lula sobre os desdobramentos da crise e como isso pode influenciar a agenda diplomática do Brasil, incluindo um encontro previsto entre Lula e o presidente americano Donald Trump em Washington, ainda este mês. A confirmação da visita presidencial está em avaliação, mas interlocutores citados pela imprensa apontam que o conflito pode afetar as negociações bilaterais. 

O Ministério das Relações Exteriores já divulgou notas classificando a escalada militar no Oriente Médio como uma grave ameaça à paz, pedindo a interrupção das ações militares e apelando para que todas as partes respeitem o Direito Internacional, com enfoque na proteção de civis e infraestrutura civil.

O atual ciclo de confrontos começou com ataques aéreos dos EUA e Israel contra alvos no Irã — justificando ações preventivas — e foi seguido por retaliações iranianas com o lançamento de mísseis e drones contra bases e territórios ligados aos aliados norte-americanos na região. As tensões elevadas já causam impactos políticos, estratégicos e humanitários que despertam alertas em diversas capitais ao redor do mundo.