Alunos da rede estadual de ensino de Mato Grosso elogiaram a oferta diária de frutas e a alimentação mais saudável servida nas escolas, parte de um programa de alimentação escolar planejado para garantir refeições nutritivas e equilibradas, que vão além do tradicional prato principal e visam incentivar hábitos alimentares positivos entre os estudantes.
Segundo jovens entrevistados, as melhorias no cardápio — com frutas como lanche de entrada e refeições preparadas com alimentos in natura ou minimamente processados — foram bem-recebidas e tornaram a experiência nas escolas ainda mais satisfatória. “A comida é excelente. A gente percebe o carinho das cozinheiras no preparo”, afirmou um aluno da Escola Estadual Agenor Ferreira Leão, destacando a qualidade e o sabor dos pratos servidos.
A rotina alimentar nas escolas estaduais agora contempla a oferta diária de frutas, além de refeições que incluem carne, arroz, mandioca, saladas e verduras, com preparo feito por equipes de merendeiras e acompanhamento de nutricionistas, que planejam cardápios em ciclos semanais para atender às necessidades nutricionais dos estudantes.
A nutricionista da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Lízia Soares, explicou que os cardápios foram reorganizados seguindo normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com redução de alimentos ultraprocessados e priorização de ingredientes que favorecem a saúde e o desempenho escolar. Isso inclui adaptar refeições para estudantes com alergias ou restrições alimentares, garantindo inclusão e segurança.
Em muitas escolas, o cronograma alimentar prevê café da manhã e almoço ou lanches reforçados para estudantes de tempo integral, proporcionando energia adequada ao longo do dia letivo.
Parte fundamental da iniciativa tem sido a compra de alimentos junto à agricultura familiar, com porcentagem mínima de aquisição ampliada nos últimos anos, fortalecendo produtores locais e garantindo produtos frescos no cardápio escolar — como abacaxi, banana, tomates e outros itens essenciais para refeições equilibradas.
A política de alimentação escolar também tem recebido reforço orçamentário, com previsão de investimento total superior a R$ 200 milhões em 2026, combinando recursos estaduais e federais para garantir a continuidade e ampliação das ações em benefício dos mais de 300 mil alunos atendidos na rede.
Autoridades educacionais afirmam que a oferta de alimentação saudável na escola não apenas contribui para a nutrição adequada dos estudantes, mas também complementa o processo educacional, já que alunos bem alimentados estão mais aptos a aprender e se concentrar nas atividades pedagógicas.
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