O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta semana que a administração do presidente Donald Trump pretende construir uma relação “mais forte e equilibrada” com o Brasil. A declaração ocorre após uma conversa considerada “construtiva” entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Greer, o diálogo entre os dois líderes abriu espaço para avanços comerciais e diplomáticos, mas ele ressaltou que qualquer evolução concreta dependerá de concessões mútuas. O negociador destacou que os EUA buscam um relacionamento baseado em “reciprocidade”, especialmente em temas como comércio, tarifas e cooperação industrial.
Greer também afirmou que Washington vê o Brasil como um parceiro estratégico na América Latina e que há interesse em ampliar acordos em áreas como tecnologia, energia e agricultura. No entanto, ele reconheceu que ainda existem divergências — principalmente em relação à política externa e a alianças internacionais feitas pelo governo brasileiro.
A sinalização dos Estados Unidos ocorre em um momento de ajustes nas relações diplomáticas globais, com o governo Trump tentando reposicionar suas parcerias econômicas. Para analistas, a postura de Greer indica que Washington busca reduzir atritos e aproximar-se novamente do Brasil, desde que o país também esteja disposto a negociar pontos de interesse norte-americano.
Apesar do tom positivo, ainda não há anúncios concretos de novos acordos. O avanço nas tratativas dependerá das próximas conversas entre as equipes econômicas e diplomáticas dos dois países.
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