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NOTÍCIA

PRESIDENTE DA ALERJ É PRESO POR VAZAR INFORMAÇÕES SIGILOSAS DE OPERAÇÃO CONTRA O COMANDO VERMELHO

Data: Quarta-feira, 03/12/2025 16:13
Por: Beatriz Rodrigues / METRO FM

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (3/12) durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, investigação que mira a cúpula do Comando Vermelho (CV) e possíveis conexões da facção com agentes públicos.

A prisão, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), representa um novo capítulo na série de investigações que revelam a infiltração de organizações criminosas em estruturas do poder público no Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, Bacellar teria informado antecipadamente detalhes da Operação Zargun a outros investigados, o que comprometeu a efetividade da ofensiva policial contra integrantes do Comando Vermelho e políticos supostamente associados à facção.

As informações vazadas incluem:

  • datas previstas das ações,

  • possíveis alvos de busca,

  • medidas cautelares,

  • e movimentações da PF no curso da investigação.

De acordo com os investigadores, o vazamento teria permitido ajustes de conduta por parte dos investigados, além de potenciais manobras para ocultação de bens e documentos.

A Operação Zargun, deflagrada ainda em 2025, investiga uma rede criminosa formada por:

  • traficantes ligados ao Comando Vermelho,

  • servidores públicos,

  • políticos com mandato,

  • além de intermediários financeiros.

A fase mais recente da Zargun resultou em:

  • 18 prisões,

  • 22 mandados de busca e apreensão,

  • e bloqueio judicial de R$ 40 milhões em bens, entre imóveis, veículos e contas bancárias.

Um dos nomes mais conhecidos entre os alvos anteriores é o deputado estadual TH Joias, preso no mês de setembro pela PF.

A prisão de Bacellar marca o início da Operação Unha e Carne, considerada uma derivação direta da Zargun. Nesta etapa, foram expedidos:

  • 1 mandado de prisão preventiva (cumprido contra Bacellar),

  • 8 mandados de busca e apreensão,

  • 1 mandado de intimação para medidas cautelares.

As ordens judiciais foram todas emitidas pelo STF, diante da prerrogativa de foro do presidente da Alerj.

A PF afirma que há “fortes indícios de cooperação intencional” entre o parlamentar e investigados ligados ao Comando Vermelho, o que deu título à operação.

O Ministério Público Federal destacou que o caso é “extremamente grave” por envolver uma figura central do Legislativo fluminense.

Fontes da investigação disseram que o vazamento representou uma quebra de confiança institucional sem precedentes, pois poderia ter colocado em risco a vida de agentes envolvidos nas ações.

A defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que o deputado é inocente e que a prisão é “desproporcional”, prometendo recorrer ao STF para revogar a medida.

A prisão do presidente da Alerj gera um abalo significativo no cenário político do Rio. Entre os efeitos imediatos, estão:

  • instabilidade na liderança do Legislativo estadual,

  • abertura de discussões sobre possível afastamento do cargo,

  • expectativa de novas fases da operação, que podem atingir outras autoridades,

  • e repercussões no União Brasil, partido de Bacellar.

Nos bastidores, parlamentares já discutem quem deverá assumir interinamente o comando da Casa até que a situação jurídica do deputado seja definida.

O caso ganhou destaque em todo o país por envolver:

  • uma das maiores facções criminosas brasileiras,

  • suspeita de cooptação de agentes públicos,

  • e um presidente de Assembleia Legislativa — cargo de grande relevância na estrutura republicana.

Analistas afirmam que o episódio pode reforçar a necessidade de blindagem institucional e de mecanismos de controle mais rigorosos no combate ao crime organizado.