A morte de uma mulher de 42 anos, identificada como Márcia Rocha Guimarães, foi confirmada na sexta-feira (21) após 18 dias internada no Hospital Regional de Sorriso, em decorrência de intoxicação por metanol.
Márcia era moradora de uma fazenda no município de Itanhangá (MT) e, segundo relatos, teria consumido uísque misturado com energético dois dias antes de começar a apresentar os sintomas.
Depois de sentir fadiga intensa, fortes dores de cabeça e dificuldades para enxergar, ela foi socorrida no dia 3 de novembro por uma ambulância municipal.
Em seguida, foi transferida para o Hospital de Sorriso no dia 4 de novembro para tratamento especializado.
De acordo com o secretário de Saúde de Itanhangá, Bruno Félix, Márcia apresentou sintomas neurológicos, especialmente relacionados à visão quadro típico de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica. Estudos sobre o metanol indicam que seus efeitos no organismo incluem acidose metabólica, danos neurológicos e risco de cegueira e morte.
Essa é a segunda morte confirmada em Mato Grosso por intoxicação por metanol em 2025. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) confirmou o óbito, mas afirmou que não pode divulgar mais detalhes por conta da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O caso suscita preocupação, já que pode estar relacionado a um surto mais amplo de intoxicações por bebida adulterada com metanol no estado. As autoridades de saúde recomendam atenção redobrada à procedência das bebidas alcoólicas consumidas.
Márcia foi velada no Memorial Luz e Vida, em Sinop (MT), e seu sepultamento estava previsto para o sábado (22).
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