Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

NOTÍCIA

POLÍCIA CIVIL PRENDE SUSPEITOS DE FRAUDES MILIONÁRIAS CONTRA GRUPO EMPRESARIAL

Data: Domingo, 16/11/2025 16:00
Por: Metrô FM Juína

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na manhã desta quinta-feira (13), dois homens suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude que pode chegar a R$ 10 milhões em três anos.

Os presos são:

Um funcionário de 28 anos, que trabalha no setor de transportes de um importante grupo empresarial agrícola de Mato Grosso. 

Um empresário de 29 anos, dono de uma empresa de transportes, localizado em Barra do Garças. 

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, o funcionário usava sua posição privilegiada no grupo agrícola para gerar e aprovar pagamentos referentes a fretes fictícios  ou seja, serviços “realizados” por caminhões de uma transportadora, mas que, segundo a polícia, nunca foram prestados. 

Ele simulava ordens de transporte usando notas fiscais fraudulentas e emitia Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CT-e) em nome da empresa de transportes.  Esses documentos são habitualmente usados para comprovar a prestação de serviço de transporte, mas, no caso investigado, os fretes seriam fictícios. 

Além disso, os investigadores verificaram que os pagamentos foram autorizados manualmente pelo funcionário, o que levantou suspeitas a soma dessas autorizações irregulares já ultrapassa R$ 295 mil somente em registros recentes.

No momento da prisão do funcionário, os policiais encontraram em sua posse documentos, agendas e dispositivos eletrônicos relacionados ao esquema de fraude.
Na casa dele, a polícia também apreendeu dois veículos: um Volvo XC90, comprado recentemente em valores não esclarecidos, e um Hyundai Creta, que ele usava no dia da abordagem. 

Em seguida, a força-tarefa da Polícia Civil se deslocou para Barra do Garças, onde localizou o empresário em sua residência. Ele também foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, as fraudes podem ter movimentado até R$ 10 milhões nos últimos três anos.  O esquema é considerado grave, envolvendo falsificação de documentos, ordens de pagamento fraudulentas e abuso de confiança por parte do funcionário interno.

A investigação deve continuar para apurar se há outras pessoas envolvidas, bem como para quantificar exatamente o prejuízo ao grupo empresarial.