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NOTÍCIA

OPERAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AVANÇA E MIRA QUADRILHA DA EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA EM JUÍNA

Data: Quinta-feira, 06/11/2025 09:00
Por: Metrô FM Juína

Em 5 de novembro de 2025, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), deflagrou a segunda etapa de investigação que apura a atuação de uma associação criminosa responsável pela extração, transporte e comercialização ilegal de madeira nativa no município de Juína e arredores.

Segundo a DEMA, essa fase contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em residências de investigados, em estabelecimentos comerciais e em madeireiras envolvidas no esquema.  Pelos fatos levantados, parte dos alvos não possui endereço fixo e se deslocava entre diferentes municípios, o que motivou também a expedição de mandados de natureza itinerante.

A investigação teve início após análises forenses de aparelhos celulares apreendidos em prisões em flagrante realizadas em março de 2025, em que dois homens foram detidos transportando madeira sem autorização.  A partir desses dados, os policiais conseguiram mapear uma rede criminosa com atuação estruturada: havia líderes que financiavam as operações, motoristas que conheciam rotas alternativas para fugir da fiscalização, intermediários que faziam a conexão entre articuladores e executores, além de empresários de madeireiras que recebiam a madeira ilegal e buscavam “lavá-la” por meio de documentação fraudulenta.

A delegada titular da DEMA, Liliane Murata, afirmou que “as atividades da associação criminosa causam significativos danos ambientais, com extração ilegal em reservas florestais e áreas de preservação”.

O que se apura é que o grupo possuía capacidade operacional desenvolvida e experiência acumulada na prática dos crimes ambientais.  A investigação segue em andamento, com o objetivo de coletar novos elementos de prova e identificar outros participantes do esquema.

Para a população de Juína, o desdobramento da operação representa um passo importante no combate à exploração predatória de madeira nativa — um crime que compromete ecossistemas, reservas florestais e áreas de preservação.

A DEMA reforça que continuará as diligências com foco em elencar todas as ramificações da rede — desde a extração até a comercialização — e espera que o resultado contribua para uma repressão mais eficaz desses crimes ambientais na região noroeste de Mato Grosso.