Em 5 de novembro de 2025, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), deflagrou a segunda etapa de investigação que apura a atuação de uma associação criminosa responsável pela extração, transporte e comercialização ilegal de madeira nativa no município de Juína e arredores.
Segundo a DEMA, essa fase contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em residências de investigados, em estabelecimentos comerciais e em madeireiras envolvidas no esquema. Pelos fatos levantados, parte dos alvos não possui endereço fixo e se deslocava entre diferentes municípios, o que motivou também a expedição de mandados de natureza itinerante.
A investigação teve início após análises forenses de aparelhos celulares apreendidos em prisões em flagrante realizadas em março de 2025, em que dois homens foram detidos transportando madeira sem autorização. A partir desses dados, os policiais conseguiram mapear uma rede criminosa com atuação estruturada: havia líderes que financiavam as operações, motoristas que conheciam rotas alternativas para fugir da fiscalização, intermediários que faziam a conexão entre articuladores e executores, além de empresários de madeireiras que recebiam a madeira ilegal e buscavam “lavá-la” por meio de documentação fraudulenta.
A delegada titular da DEMA, Liliane Murata, afirmou que “as atividades da associação criminosa causam significativos danos ambientais, com extração ilegal em reservas florestais e áreas de preservação”.
O que se apura é que o grupo possuía capacidade operacional desenvolvida e experiência acumulada na prática dos crimes ambientais. A investigação segue em andamento, com o objetivo de coletar novos elementos de prova e identificar outros participantes do esquema.
Para a população de Juína, o desdobramento da operação representa um passo importante no combate à exploração predatória de madeira nativa — um crime que compromete ecossistemas, reservas florestais e áreas de preservação.
A DEMA reforça que continuará as diligências com foco em elencar todas as ramificações da rede — desde a extração até a comercialização — e espera que o resultado contribua para uma repressão mais eficaz desses crimes ambientais na região noroeste de Mato Grosso.
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