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NOTÍCIA

HOSPITAL MUNICIPAL DE JUÍNA ENFRENTA CRÍTICAS POR FALTA DE REMÉDIOS E PROBLEMAS DE ADMINISTRAÇÃO

Data: Segunda-feira, 03/11/2025 15:03
Por: Beatriz Rodrigues / METRO FM

A saúde pública no município de Juína voltou a ser alvo de fortes críticas após reunião realizada na quarta‑feira (1º), na Câmara Municipal de Juína. Profissionais de enfermagem denunciaram uma série de irregularidades no funcionamento do Hospital Municipal Dr. Hideo Sakuno, que incluem falta de medicamentos, substituição de remédios prescritos, estrutura precária e clima de temor entre colaboradores.

De acordo com técnicos em enfermagem, há casos em que o médico prescreve um determinado medicamento, mas outro é administrado no lugar, o que compromete o tratamento dos pacientes. 

Falta de medicamentos básicos e substituições não adequadas foram destacadas como “situação que está comprometendo diretamente o atendimento da população”. 

Problemas de infraestrutura foram relatados, como ausência de cadeiras adequadas em setores de atendimento da unidade hospitalar. 

Profissionais informaram sobre um clima de medo: muitos evitam cobrar melhorias por receio de sofrer retaliações.

O prefeito Paulo Veronese afirmou que a reunião serviu como “ponto de partida para fortalecer o diálogo entre técnicos, administração e vereadores”, reconhecendo que “não resolveremos tudo de imediato”, mas a meta é melhorar a qualidade dos serviços prestados.
A secretária municipal de Saúde, Marcela Américo Ortolan, declarou que o município “cumpre o contrato e os pagamentos” com o instituto que gerencia o hospital, mas cobrou mais eficiência na execução. Segundo ela, o próprio gestor da unidade  o Instituto Social de Saúde São Lucas  apresentará um plano de ação priorizando os problemas por grau de urgência. 

Dentre as medidas definidas para tentativa de melhoria:

Implantação de um novo modelo de contratação para as profissionais de enfermagem, que passarão de regime MEI para vínculo CLT, com mais garantias trabalhistas. 

Realização de reuniões periódicas entre administração municipal, hospital e vereadores para monitorar progresso das medidas.

Fiscalização mais rigorosa por parte do Legislativo local, com prioridade dada à verificação da disponibilidade de medicamentos e condições de trabalho. 

Segundo as denúncias, a carência de medicamentos e os problemas de gestão impactam diretamente no atendimento dos pacientes: atrasos, substituições de fármacos e estrutura inattadequada podem resultar em piora do quadro clínico. A situação exige atenção redobrada, uma vez que o hospital é referência para atendimento de casos da região noroeste de Mato Grosso.