A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), em conjunto com os estados de Rondônia e Acre, assinou nesta quinta-feira (11) um termo de cooperação voltado ao combate ao narcotráfico internacional. A medida integra o programa “Tolerância Zero” contra facções criminosas do Governo de Mato Grosso.
O termo de cooperação firmado pelos três estados contém várias ações estratégicas para intensificar o esforço no combate ao crime organizado:
Implantação de protocolo para compartilhamento seguro de imagens de videomonitoramento, bases de dados criminais e relatórios operacionais/inteligência.
Fortalecimento de operações conjuntas, especialmente em áreas de fronteira.
Intercâmbio de conhecimento e capacitação profissional dos servidores de segurança.
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel PM César Roveri, enfatizou que a ação conjunta eleva a capacidade operacional das forças em toda a região de fronteira. Ele destacou:
“O tráfico é um mal que assola a sociedade e utiliza os três estados como passagem para entorpecentes que seguem para outros estados e até mesmo para outros países, como Estados Unidos e Europa. [...] Há todo um trabalho de tecnologia, inteligência policial e de campo.”
Um dos pontos importantes da parceria é a integração do programa “Vigia Mais MT” com as forças de Rondônia e Acre. Esse programa realiza leitura de placas e monitoramento para recuperação de veículos roubados ou furtados e detecção de rotas suspeitas.
Rondônia: o secretário de Segurança do estado, coronel Felipe Vital, afirmou que embora já existissem ações de cooperação, esse novo acordo amplia o uso de tecnologia e inteligência, tornando o trabalho mais ágil e eficaz.
Acre: para o Acre, a parceria representa uma chance de incorporar práticas e equipamentos que já vêm sendo usados em Mato Grosso. O estado disponibilizou recentemente dois VANTs (veículos aéreos não tripulados), capazes de vigilância de fronteira em faixas de até 250 km por mais de 12 horas; essas ferramentas passam a estar disponíveis no escopo da cooperação.
Com esta articulação, espera-se:
Retirada de poder das facções criminosas ao impedir o fluxo de drogas, de veículos roubados/furtados, e demais insumos ilícitos entre estados de fronteira.
Maior rapidez nas respostas operacionais, graças ao intercâmbio de dados visuais (vídeo), relatórios e inteligência.
Aumento da segurança pública para a população das áreas fronteiriças, com operações preventivas e ações coordenadas.
Modelo replicável de cooperação interestadual para enfrentamento do crime organizado, possivelmente servindo de referência para outros estados brasileiros.
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