O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apresentou denúncia contra 10 suspeitos por participação no assalto à cooperativa de crédito em Brasnorte, a aproximadamente 580 km de Cuiabá. Os acusados respondem por roubo majorado, associação criminosa e favorecimento pessoal.
Segundo a peça acusatória, dois dias antes do ataque, os criminosos roubaram uma caminhonete Toyota Hilux, utilizada como veículo de acesso à cooperativa. Fortemente armados e encapuzados, invadiram a agência, renderam clientes e funcionários e exigiram acesso ao cofre — cujo sistema de segurança previa um temporizador de abertura de 10 minutos.
Durante esse período, subtraíram aproximadamente R$ 400 mil dos caixas eletrônicos e também roubaram a arma do vigilante.
Na fuga, dois funcionários foram feitos reféns, mas posteriormente libertados. Os criminosos abandonaram a caminhonete em uma área rural e fugiram em outro veículo. Uma parte do grupo encontrou apoio em Vilhena (RO), onde permaneceram escondidos com ajuda de comparsas.
De acordo com o MPMT, a quadrilha era liderada por Valdemar do Nascimento Alves, apelidado de “Babá”. A organização contava com membros responsáveis por diferentes atividades, como financiamento da ação, armazenamento de armas e divisão do dinheiro.
A investigação reuniu provas contundentes: confissões dos suspeitos, imagens de câmeras de segurança, registros de monitoramento e apreensão de objetos relacionados ao crime.
Prisões em flagrante e investigação acelerada: Em menos de 48 horas após o crime, oito suspeitos foram identificados e presos — seis em Vilhena (RO) e dois em Brasnorte. Entre os itens apreendidos estavam os veículos usados no crime, como a Hilux roubada e um HB20 de apoio — e até um Ford KA queimado, usado no roubo da caminhonete.
Militares sob suspeita: Dois cabos da Polícia Militar foram presos sob suspeita de facilitar a fuga da quadrilha, após atrasarem deliberadamente a perseguição em troca de pagamento.
Decisão da Justiça: No início de agosto, a Justiça de Mato Grosso manteve as prisões preventivas de seis dos 14 presos — incluindo a quadrilha e os militares suspeitos.
A denúncia do Ministério Público representa um avanço significativo nas investigações desse crime com características de alto grau de planejamento, uso de violência e rede de apoio interestadual. As provas colhidas — que incluem confissões, imagens, monitoramento e apreensões — fortalecem a denúncia, enquanto a prisão de policiais militares reforça a gravidade e complexidade do caso.
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