Uma pesquisa da consultoria Quaest, divulgada em 25 de agosto de 2025, aponta que a maioria dos brasileiros avalia como injusta a aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A sanção americana bloqueia bens e contas do ministro no exterior e foi motivada por alegações de abuso de poder e repressão à liberdade de expressão.
Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados consideram a sanção injusta, enquanto 39% acham justa. Outros 12% não opinaram. A pesquisa também revelou forte divisão política:
Entre eleitores do ex-presidente Bolsonaro, 75% apoiam a sanção.
Entre eleitores do ex-presidente Lula, 72% consideram a medida injusta.
Sobre a possibilidade de impeachment de Moraes, 46% se mostraram favoráveis, 43% contrários e 11% não opinaram.
A sanção contra Moraes foi anunciada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em 30 de julho de 2025, sob a justificativa de que o ministro teria cometido abusos de poder politicamente motivados contra opositores e restringido a liberdade de expressão no Brasil. A aplicação da Lei Magnitsky permite ao governo americano congelar bens e impedir transações financeiras de indivíduos considerados responsáveis por graves violações de direitos humanos.
O levantamento foi realizado entre 13 e 17 de agosto de 2025, com 2.004 entrevistados em 120 municípios brasileiros, abrangendo diferentes faixas etárias, gêneros e regiões. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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