Um ataque aéreo de Israel atingiu nesta segunda-feira (25) o Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, deixando pelo menos 20 mortos, entre eles cinco jornalistas, médicos, pacientes e membros de equipes de resgate. Segundo autoridades locais, o bombardeio ocorreu em duas etapas: a primeira explosão atingiu o prédio e, minutos depois, uma nova investida ocorreu quando socorristas e profissionais de imprensa já estavam no local.
Entre os jornalistas mortos estão Mariam Abu Dagga (AP, freelancer), Mohammed Salama (Al Jazeera), Hussam al-Masri (contratado da Reuters), Moaz Abu Taha (freelancer) e Ahmed Abu Aziz (freelancer). Um fotógrafo da Reuters, Hatem Khaled, ficou ferido no segundo ataque.
O governo israelense classificou o episódio como um “erro trágico” e afirmou que abriu investigação para apurar o que ocorreu. O Hospital Nasser é considerado a principal unidade médica em funcionamento no sul de Gaza, que já enfrenta falta de insumos e sobrecarga no atendimento.
O ataque gerou forte condenação internacional, principalmente pelo fato de jornalistas claramente identificados estarem entre as vítimas. A organização Committee to Protect Journalists (CPJ) destacou que mais de 180 repórteres palestinos foram mortos desde o início do conflito, em outubro de 2023.
Líderes globais e entidades de defesa da liberdade de imprensa pedem que Israel seja responsabilizado e que ataques contra profissionais de comunicação e civis sejam interrompidos.
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