Uma preocupação crescente entre especialistas em saúde infantil é revelada por uma pesquisa recente: seis a cada dez crianças de até seis anos no Brasil ficam mais de duas horas por dia em frente a uma tela—o dobro do tempo recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que sugere no máximo uma hora para crianças de 2 a 5 anos, e nenhum tempo para bebês de até 2 anos.
O levantamento, intitulado “Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, pensa e vive sobre os seis primeiros anos de vida”, foi realizado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, com participação de 2.206 brasileiros, entre os quais 822 cuidam de crianças nessa faixa etária.
Embora o uso excessivo de telas seja uma realidade, 58% dos cuidadores reconhecem a necessidade de limitar o tempo diante de aparelhos eletrônicos como TV, celular, tablet e computador. Ainda assim, persiste um déficit de conhecimento sobre a importância da primeira infância: 41% dos entrevistados acreditam que o ser humano mais se desenvolve aos 18 anos, quando pesquisas afirmam que o período mais crucial para a formação cerebral é até os seis anos de idade.
Essa discussão ganha ainda mais relevância com a proximidade da assinatura presidencial da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (PNIPI), prevista para esta semana. A iniciativa visa priorizar o desenvolvimento de crianças pequenas para reduzir desigualdades sociais
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