A Polícia Federal lançou, na manhã desta segunda-feira (14 de julho de 2025), a Operação Sangue Frio com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada no tráfico interestadual de cocaína e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão temporária, em ações que ocorreram simultaneamente nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
De acordo com as investigações, o grupo transportava grandes quantidades de cocaína em caminhões frigoríficos carregados com carne bovina, partindo do Mato Grosso com destino ao Espírito Santo.
Entre os presos está o principal líder da organização, que estava foragido há mais de 13 anos. Segundo o delegado Arcelino Damasceno, “o líder dessa organização criminosa é um sujeito que estava foragido do sistema de Justiça há 13 anos. Ele vivia com documento falso e, apesar de condenado por tráfico, continuava comandando o tráfico sem ser incomodado”.
A PF aponta que a quadrilha era uma das principais fornecedoras de cocaína para o Espírito Santo, com atuação nas cidades de Cariacica (Grande Vitória), Viana e Guarapari.
As investigações tiveram início no ano passado, após a apreensão de um carregamento de aproximadamente 200 kg de cocaína, transportados em um caminhão frigorífico: “detectamos um carregamento de 200 kg de cocaína que vinha do estado do Mato Grosso para o Espírito Santo, esse carregamento estava sendo transportado dentro de um caminhão frigorífico. Chegando aqui, a Polícia Federal acompanhou a distribuição dessa droga e passou a investigar. Observamos que havia um grupo consistente, que trazia cerca de 200 kg por mês e fazia a distribuição em pontos de drogas em Cariacica, Viana e Guarapari”.
Em dezembro de 2024, parte do grupo já havia sido abordada, mas um dos investigados conseguiu escapar. “A partir da fuga dele, nós conseguimos produzir uma prova consistente de que, de fato, era um grupo grande, com uma fonte invisível de pessoas de fora do estado”, explicou o delegado.
O nome da operação, “Sangue Frio”, faz referência à frieza e estratégia empregadas pela organização para ocultar e transportar o entorpecente, disfarçando-o em cargas de carne.
A operação marca uma ofensiva significativa da Polícia Federal contra o tráfico interestadual de drogas e seu elo com as cadeias de entrega no Espírito Santo.
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