O prefeito Édelo Marcelo Ferrari (União Brasil), reeleito em Brasnorte (MT), teve o diploma cassado pela Justiça Eleitoral, conforme representação do Ministério Público Eleitoral (MPE). A decisão também atinge a vice-prefeita Roseli Borges de Araújo Gonçalves e o vereador Gilmar Celso Gonçalves, em razão de uso de dinheiro e transporte de eleitores para compra de votos, aliciamento e transferência de título eleitoral.
Segundo o MPE, as irregularidades aconteceram durante as eleições de 2024, com transporte irregular de pessoas e oferecimento de vantagens em troca de votos, especialmente envolvendo eleitores da etnia Enawene Nawe. Isso inclui a atuação de “testa de ferro” para influenciar a votação.
A ação judicial (AIJE) foi ajuizada na 56ª Zona Eleitoral de Mato Grosso. Além da cassação dos diplomas, o MPE pede multa de R$ 53.025,00 e inelegibilidade por oito anos para os envolvidos.
Até que a decisão transite em julgado, cabe recurso por parte dos acusados. Caso os diplomas não sejam diplomados, assume interinamente o presidente da Câmara Municipal, até eventual nova eleição.
As investigações apontam que o prefeito e aliados teriam angariado votos de indígenas, coordenado transporte irregular no dia da eleição e atuado no aliciamento de título de eleitores para Brasnorte. A estratégia foi chamada de “Transporte Limpo” em uma operação da Polícia Federal e MPE em novembro.
O caso segue em análise pela Justiça Eleitoral. Se confirmada a cassação, o município pode ter eleições suplementares para substituir prefeito, vice e o vereador acusado.
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