A Polícia Civil de Mato Grosso informou que o adolescente de 14 anos, suspeito de matar os próprios pais e o irmão de 3 anos no dia 21 de junho, manteve contato em tempo real com a namorada de 15 anos durante a execução dos assassinatos.
O relacionamento entre os dois começou na infância, por volta dos 8 anos, por meio de jogos online. Eles se aproximaram mais intensamente no último ano. Segundo o delegado da 143ª DP, Carlos Guimarães, ela exercia forte influência emocional sobre ele e o pressionava a mostrar que "era homem", ameaçando o fim do relacionamento se ele não fosse visitá-la.
Conforme as mensagens apuradas, após o jovem confessar ter matado o pai, enviou um áudio dizendo “matei meu pai”. A namorada respondeu: “atira nela agora”, referindo‑se à mãe. Posteriormente, ela declarou sentir "nojo" ao ver os corpos e orientou que ele colocasse luvas para evitar deixar rastros. A polícia ainda informa que ela chegou a afirmar estar “orgulhosa de que o namorado tenha feito isso só para ficar com ela”.
Descrevendo os pais como “seres nojentos”, o adolescente revelou total desprezo por eles e disse que matá-los era apenas uma questão de tempo.
O inquérito também revelou que o casal discutiu formas de se desfazer dos corpos, incluindo a possibilidade de jogá-los para porcos, além de planejar o assassinato da mãe da jovem, caso ocorresse o encontro entre ambos em Mato Grosso.
O menor teria se sentido contrariado pelos pais, que proibiram a viagem ao Mato Grosso para encontrar a namorada. Esse foi o estopim do crime, além de motivação financeira: ele teria planejado sacar R$ 33 mil do FGTS do pai para bancar a viagem.
Na madrugada de 21 de junho, o adolescente esperou a família dormir e assassinou o pai, de 45 anos, a mãe, de 37, e o irmão, com disparos na cabeça, usando a arma registrada no nome do pai (CAC). Após os homicídios, ele fotografou os corpos, os arrastou até a cisterna da casa e limpou a cena com produtos químicos.
Ele foi apreendido em 25 de junho, confessou o crime e afirmou que “faria tudo de novo”. Agora, está internado no Degase (RJ), onde responderá por ato infracional análogo a triplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A garota de 15 anos foi apreendida na noite de 30 de junho em Água Boa (MT), após análise de mensagens trocadas e busca e apreensão no notebook. Ela negou participação direta nos disparos, mas admitiu que sabia dos planos e acompanhou o crime em tempo real. A polícia apura seu grau de envolvimento e eventual responsabilização por atos infracionais equivalentes a homicídio.
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