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NOTÍCIA

MC POZE DO RODO É PRESO POR APOLOGIA AO CRIME E ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO

Data: Sexta-feira, 30/05/2025 09:35
Por: Beatriz Rodrigues/ METRO FM

Na quinta-feira, 29 de maio de 2025, o cantor de funk MC Poze do Rodo foi preso em sua residência no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Polícia Civil do Estado. O artista é acusado de apologia ao crime e associação ao tráfico de drogas, com base em letras de suas músicas que, segundo as autoridades, promovem a narcocultura e exaltam o Comando Vermelho (CV), facção criminosa com forte presença nas comunidades do Rio de Janeiro. 

As investigações apontam que MC Poze utiliza sua produção musical como plataforma para enaltecer a atuação do Comando Vermelho. Trechos de suas músicas mencionam diretamente a facção e fazem referências a armamentos pesados e confrontos com grupos rivais. Por exemplo, na música "Fala Que a Tropa É Comando Vermelho", o artista canta:

"Respeita o CV
Que só tem bandido brabo, só menor de guerra
Nós é terror dos Terceiro, ADA e dos meleca"

Além disso, na faixa "Tropa do General", há menções a armamentos como ParaFAL e referências a confrontos com facções rivais. 

O secretário estadual de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que o cantor transformou a música em um instrumento de dominação e divulgação da ideologia do Comando Vermelho. Segundo ele, as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. 

A prisão de MC Poze do Rodo reacende o debate sobre os limites entre liberdade artística e apologia ao crime, especialmente no contexto do funk proibidão, subgênero que frequentemente aborda a realidade das comunidades onde ocorre o tráfico de drogas. 

O artista nega envolvimento com atividades criminosas e afirma que suas músicas retratam a realidade das favelas cariocas. A defesa de MC Poze alega que as letras são expressões artísticas protegidas pela Constituição Federal, que garante a liberdade de expressão. 

A investigação continua, e o cantor permanece à disposição da Justiça para esclarecimentos.