A Polícia Militar de Juína atendeu diversos casos graves de violência doméstica durante o feriado prolongado, entre quinta-feira (17) e domingo (20). As ocorrências envolveram agressões físicas, cárcere privado, ameaças, perseguições e até incêndios criminosos, exigindo a atuação constante da PM e de órgãos da rede de proteção à mulher.
Na noite de quinta-feira, duas mulheres foram agredidas por seus companheiros. Em um dos casos, a vítima foi trancada dentro da própria residência. A PM foi acionada via 190, arrombou o cadeado e conseguiu resgatar a mulher, que apresentava lesões corporais. O agressor fugiu antes da chegada dos policiais. A vítima foi encaminhada para registrar a ocorrência e permaneceu com a filha, temendo novas agressões.
Em outra ocorrência na mesma noite, uma mulher agredida precisou ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com suspeita de lesões graves. A polícia registrou o caso, que segue para providências legais.
Na sexta-feira, a violência continuou. O agressor envolvido no caso de cárcere privado retornou à casa da vítima e foi conduzido pela PM. No mesmo dia, um novo caso foi registrado: um homem, inconformado com o fim do relacionamento, invadiu a casa da ex-companheira, quebrou móveis e, horas depois, foi flagrado ateando fogo a documentos da vítima. Ele foi preso em flagrante.
Já no domingo, um ex-companheiro incendiou a motocicleta da vítima, também por não aceitar o término da relação.
Segundo a sargento Wanderleia, apesar do cenário alarmante, há um ponto positivo: muitas das vítimas já conseguiram medidas protetivas de urgência, garantidas pela Lei Maria da Penha. Com isso, elas passam a ser acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha e pela Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência Doméstica.
“O objetivo é oferecer suporte integral à vítima, não apenas no aspecto jurídico e policial, mas também psicológico e social. Romper o ciclo da violência não é fácil. Muitas dessas mulheres têm filhos com o agressor, além de dependência emocional ou financeira. Elas têm medo de represálias, não só contra elas, mas também contra seus familiares. Por isso, o suporte precisa ser amplo, com acompanhamento contínuo da saúde mental, assistência social e rede de proteção”, destacou a sargento.
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