A Polícia Militar de Juína (MT) atendeu, na madrugada de domingo (20), a uma ocorrência grave de violência doméstica no bairro Módulo 5. Uma mulher de 33 anos teve sua motocicleta incendiada dentro do quintal de casa. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, identificado como Sandro Silva.
Segundo informações da PM, a vítima ligou para a central de atendimento por volta da meia-noite, após encontrar sua moto Honda 125, de cor branca, completamente tomada pelo fogo ao retornar para casa. Ela relatou que estava ausente no momento do crime e que, ao chegar, se deparou com o veículo em chamas.
A mulher informou que vem sendo constantemente ameaçada e perseguida por Sandro desde o fim do relacionamento, ocorrido há cerca de quatro meses. Vizinhos que presenciaram o ocorrido afirmaram ter visto o suspeito saindo rapidamente da residência logo após o início do incêndio. Ele teria fugido em uma motocicleta Bros preta, usando camiseta branca e bermuda.
A polícia iniciou buscas imediatas em locais onde o suspeito poderia estar, incluindo sua residência, mas ele não foi localizado. Durante a madrugada, o número 190 recebeu uma ligação de um homem questionando a presença da PM em frente à sua casa. O indivíduo, no entanto, recusou-se a se identificar. Pouco tempo depois, a vítima recebeu novas ameaças por telefone, originadas do mesmo número, o que reforçou a suspeita de que o autor do crime continuava tentando intimidá-la.
O caso foi oficialmente registrado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, que deve intimar o suspeito e dar sequência às investigações. A vítima permanece sob os cuidados da família e deve receber apoio psicológico.
Outro caso no mesmo fim de semana
A situação da violência doméstica em Juína tem se agravado. Ainda no fim de semana, na madrugada de sábado (19), uma mulher de 58 anos foi agredida dentro de casa por um homem de 59 anos. Ela apresentava hematomas no pescoço e no olho esquerdo. Após agredi-la, o suspeito trancou o portão da residência com um cadeado, impedindo que a vítima saísse. A PM precisou arrombar o portão para libertá-la. Durante o registro da ocorrência, a filha da mulher esteve presente para prestar apoio.
Esses episódios revelam uma realidade alarmante vivida por muitas mulheres em Juína. A Lei Maria da Penha, criada para combater e punir casos de violência doméstica, prevê desde medidas protetivas até prisão dos agressores. No entanto, a impunidade e o medo ainda são obstáculos para muitas vítimas.
A Polícia Militar reforça que casos de agressão, ameaça ou perseguição devem ser denunciados. O Disque 180 é um canal gratuito e sigiloso para vítimas de violência.
A vida de nenhuma mulher deve ser ameaçada por quem deveria protegê-la. Denuncie. Violência doméstica é crime.
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