O ano de 2025 será marcado por uma redução no número de feriados nacionais obrigatórios, com apenas três datas reconhecidas como de fechamento compulsório para estabelecimentos: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 1º de maio (Dia do Trabalhador) e 25 de dezembro (Natal). Essa situação tem gerado questionamentos entre trabalhadores e empresários sobre como lidar com as folgas e o funcionamento dos estabelecimentos nos demais feriados.
Embora muitos feriados de 2025 caiam em dias úteis e próximos aos finais de semana, permitindo a possibilidade de prolongar o descanso com "emendas", a decisão sobre abrir ou fechar estabelecimentos comerciais depende de cada empresa. Segundo João Paulo Morini, assessor de comunicação da CDL/ASCOM de Juína, a legislação vigente garante liberdade para os proprietários decidirem se abrem seus negócios em feriados, exceto naquelas datas determinadas pelas convenções coletivas locais.
Para os empresários que optarem por manter o funcionamento nos feriados, é necessário observar as regras trabalhistas. Isso inclui o pagamento em dobro pelo dia trabalhado ou a concessão de uma folga compensatória ao funcionário.
João Paulo Morini explica ainda que, ao contrário do que muitos acreditam, pontos facultativos, como o Carnaval, não são considerados feriados. Os pontos facultativos geralmente afetam apenas órgãos públicos, enquanto o comércio e outros setores privados podem operar normalmente.
Embora o trabalhador tenha direito à folga nos feriados reconhecidos por lei, os chamados "feriadões" não são obrigatórios. Ou seja, a possibilidade de prolongar o descanso, por exemplo, em uma segunda-feira ou sexta-feira, depende de acordos entre empregados e empregadores.
Para o comércio, a redução de feriados obrigatórios e a possibilidade de abertura em feriados facultativos podem representar uma oportunidade de movimentação econômica. Em Juína, por exemplo, a expectativa é que os lojistas avaliem as datas de maior potencial de vendas, como feriados próximos a datas comemorativas ou eventos locais, para decidirem se abrem ou não.
Por outro lado, para trabalhadores que esperam descansar ou aproveitar viagens, a quantidade reduzida de feriados pode ser um motivo de frustração.
Em 2025, os brasileiros terão que equilibrar suas expectativas de folga com as necessidades do mercado de trabalho, adaptando-se a um calendário menos generoso em termos de feriados obrigatórios.
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