A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou uma mulher, de 66 anos, pelo crime de maus-tratos a animais. Segundo a denúncia, a investigada expulsou a gata de uma vizinha de um edifício residencial no Sol Nascente. Batizada como Fedora, a felina de pelagem escura está desaparecida.
Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA-Cepema), o crime ocorreu no dia 24 de novembro último, por volta do meio-dia. Segundo a tutora de Fedora, a professora da educação infantil da rede pública Brenda Nielly Rodrigues Neres, 27, ao retornar para casa naquela noite percebeu o desaparecimento da gata.
Quem tiver informações também pode entrar em contato com Brenda, pelos telefones (61) 99211-3866, 99203-9824.
“A Fedora é muito importante para mim. Por eu a ter escolhido diante de outros gatinhos disponíveis para adoção, sinto que ela também me escolheu. Dormíamos juntas, passeávamos, assistíamos TV, ela sempre muito presente no meu dia a dia por ser extremamente carinhosa e dócil”, comentou.
Após buscas frustradas pelo condomínio e arredores, a tutora solicitou ao síndico as gravações das câmeras de segurança para tentar localizar Fedora. As imagens do circuito de segurança do condomínio revelaram que a gata estava encolhida em um corredor entre as escadas do prédio, quando uma moradora desceu e pegou o animal.
Aparentemente sem consultar os vizinhos para saber se a gata tinha dono, a mulher a levou até a saída do condomínio. Já na calçada, colocou o animal no chão e o assustou com um pano, forçando-o a correr. Quando a gata tentou retornar ao condomínio, foi novamente impedida, sendo afugentada pela moradora.
“Classifico o que a vizinha fez como um ato de pura maldade, visto que a gata não estava incomodando ninguém. E, por estar dentro de um condomínio, a senhora ignorou a possibilidade de o animal ter dono”, desabafou Brenda.
A gata, que é um animal doméstico e dependente de cuidados, encontra-se desaparecida. Segundo a DRCA, a mulher foi indiciada por maus-tratos a animais, crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), cuja pena é de reclusão de 2 a 5 anos.
Buscas
A Polícia Civil segue com as investigações e reforçou a importância do respeito aos direitos dos animais.
A delegacia mantém as buscas pelo animal e pede que qualquer informação que possa levar ao seu paradeiro. O número de contato com a PCDF é o 197.
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