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NOTÍCIA

MAIS DE 200 PECUARISTAS DE JUÍNA AINDA NÃO REGISTRARAM MARCA DE FOGO E PODEM ENFRENTAR PENALIDADES

Data: Segunda-feira, 14/10/2024 10:20
Por: Metrô FM Juína
Gerente do INDEA, Thalita Neves

Em Juína, mais de 200 pecuaristas ainda não registraram a marca de fogo de seus rebanhos, o que pode trazer sérias implicações tanto para a segurança dos animais quanto para o exercício legal da atividade pecuária. A informação foi divulgada pela gerente regional do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA), Thalita Neves, que fez um alerta sobre a obrigatoriedade do registro.

A marca de fogo é um método tradicional e exigido para a identificação do gado, e sua ausência no cadastro pode acarretar dificuldades para o produtor, principalmente em termos de rastreabilidade e controle sanitário. Thalita destacou que, embora o método mais comum seja a marcação a fogo, os pecuaristas que utilizam outras formas de identificação, como brincos ou chips, também precisam registrar esses métodos junto ao INDEA para garantir conformidade legal.

O registro é essencial para garantir a segurança do rebanho e a regularização do produtor. Aqueles que ainda não registraram a marca de fogo ou não informaram seus métodos de identificação devem procurar o INDEA o quanto antes, para evitar problemas como inadimplência. O prazo para o registro vai até o final deste semestre, sendo que a partir de janeiro do próximo ano haverá uma fiscalização mais rigorosa.

A falta de registro pode gerar penalidades graves, como o bloqueio da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para a movimentação legal dos animais. Sem a GTA, os produtores ficam impedidos de comercializar, transportar ou movimentar o gado, o que pode impactar diretamente na produção pecuária e na rentabilidade das fazendas.

Além do bloqueio, outras sanções podem ser aplicadas aos pecuaristas que não cumprirem a legislação, incluindo multas e a possibilidade de restrições na exploração da atividade. Thalita Neves reforça que o objetivo do INDEA não é penalizar, mas garantir que todos os produtores estejam dentro da lei e que o setor funcione de maneira organizada e segura.