De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é classificado como um país de alta carga para a hanseníase, ocupando o segundo lugar na relação de países com maior número de casos no mundo, atrás apenas da Índia.
O Ministério da Saúde divulgou um documento com orientações onde assegura que o tratamento de pessoas com hanseníase deve continuar, mesmo diante da pandemia do novo coronavírus.
Em Juína, todos os anos várias ações são realizadas para que um diagnóstico precoce seja feito nas pessoas com hanseníase. Neste ano, devido à pandemia, não está sendo possível realizar essas ações.
Até o mês de Março vários pacientes já haviam sido diagnosticados. O diagnóstico precoce é essencial para que o paciente não tenha sequelas no futuro.
O coordenador do programa de Hanseníase e Tuberculose em Juína, Antônio Damião, informou que aqueles casos mais graves da doença e aqueles transmissíveis estão sendo tratados, mas os casos leves, onde o paciente pode aguardar um tempo, esses estão esperando, pois seria arriscado para a pessoa ter que ir até a unidade de saúde e acabar contraindo, também, o coronavírus.
Existem dois tipos de hanseníase, uma é mais branda e não é transmissível, a outra é transmissível e precisa ser tratada rápido para que outras pessoas não sejam contaminadas. As equipes das Unidades Básicas de Sáude de Juína estão capacitadas para fazer o diagnóstico de qual tipo de hanseníase o paciente tem.
Algumas pessoas não apresentam sintomas da doença, apenas uma pequena mancha que geralmente tem alteração de sensibilidade. Os sinais e sintomas mais comuns são: Lesões ou manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica, dolorosa ou tátil; Comprometimento de nervos periféricos, engrossamento, com alterações sensitivas, motoras ou autonômicas; Áreas do corpo com sensação de formigamento ou fisgadas; Caroços no corpo, em alguns casos vermelhos e dolorosos.
A transmissão se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora, que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e em referências. O tratamento da doença é realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Ouça o áudio abaixo da entrevista com o coordenador do programa de Hanseníase e Tuberculose em Juína, Antônio Damião, sobre o assunto.
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