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NOTÍCIA

QUEDA NA PROCURA POR TESTES DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS PREOCUPA ESPECIALISTAS

Data: Terça-feira, 07/05/2024 15:44
Por: Metrô FM Juína

Desde o início da pandemia da COVID-19, uma tendência preocupante tem sido observada nos centros de saúde em todo o país: uma queda significativa na procura por testes de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), especialmente o HIV.

Essa diminuição na testagem tem levantado sérias preocupações entre os profissionais de saúde pública, uma vez que pode resultar em diagnósticos tardios e aumento das taxas de infecção.

A psicóloga Ângela Maria, que trabalha no Centro de Testagem e Aconselhamento, relatou uma redução notável na busca pelo teste de HIV, ao mesmo tempo em que o número de infecções continua a aumentar de forma alarmante. "A infecção pelo vírus HIV permanece uma epidemia e uma preocupação contínua da Saúde Pública", enfatizou Ângela. Dados recentes mostram um aumento de 17,23% nos casos de HIV no país entre 2022 e 2023.

Essa tendência não se limita apenas ao nível nacional. De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAM), houve um aumento de dois mil casos no Estado do Mato Grosso, refletindo um padrão observado também em outras regiões do país.

Um dos aspectos mais preocupantes é o aumento dos casos entre a população jovem, com idades entre 20 e 34 anos. Ângela Maria atribui essa tendência à banalização da doença e à falta de preocupação, muitas vezes devido à crença equivocada de que o tratamento pode controlar facilmente o avanço da doença.

A testagem é fundamental para interromper a cadeia de transmissão do HIV e outras DSTs. Como ressaltou Ângela Maria, "sem a testagem, não há como iniciar o tratamento quando necessário". Ela enfatizou a importância de todos, especialmente aqueles com vida sexual ativa e que não fazem uso de preservativos, realizarem testes sorológicos regularmente.

A farmacêutica Ana Carolina destacou que a medicação para o HIV é gratuita e disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema de tratamento baseia-se no uso de dois retrovirais, garantindo que qualquer pessoa diagnosticada possa receber cuidados adequados, independentemente de sua condição financeira.

Diante desse cenário, profissionais de saúde e autoridades enfatizam a importância da conscientização, da educação e do acesso facilitado aos testes e ao tratamento. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais armas na luta contra as DSTs, incluindo o HIV, e são fundamentais para proteger a saúde pública e individual.