A hanseníase, uma doença que tem assolado a humanidade por milênios, continua sendo um desafio para a saúde pública em muitas partes do mundo.
Conversamos com a Dra. Andréia Tomborelli, médica de família e hansenóloga do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Juína, que explicou detalhadamente os aspectos da doença e seus desafios de diagnóstico e tratamento.
Dra. Andréia destacou a longa história da bactéria causadora da doença, com registros históricos de mais de quatro mil anos atrás. Ela ressaltou que a bactéria se aloja preferencialmente nos nervos e na pele, causando danos aos filamentos nervosos e levando a sintomas como perda de sensibilidade, queda de pelos e comprometimento da motricidade das mãos e dos pés.
O diagnóstico precoce é fundamental, mas muitas vezes difícil de alcançar devido à natureza inicialmente assintomática da doença. A Dra. Tomborelli enfatizou a importância de um exame clínico cuidadoso para identificar a hanseníase em estágios iniciais, quando o tratamento pode ser mais eficaz e reduzir as sequelas.
O tratamento da hanseníase está disponível de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS), através das unidades básicas de saúde. No entanto, o desafio persiste em convencer as pessoas a buscarem tratamento, especialmente quando os sintomas ainda são sutis.
A Dra. Andréia alertou sobre a transmissão da doença, que ocorre principalmente em pacientes não tratados, através da fala e da respiração. O indivíduo que está em tratamento não tem risco de transmissão, o risco são as pessoas que não sabem que estão doentes, os pacientes no geral, todos transmitem, os que estão doentes e não estão tratando, mas os pacientes mais avançados, com maior carga viral, a transmissão ocorre mais rápido.
“Todo mundo adoece de regra? Não, quanto mais tempo convivendo com o indivíduo doente, sem tratamento, maior o risco de ser contaminado. ”, explicou.
Embora a bactéria tenha preferência pelo ser humano, alguns animais, como o tatu no Brasil, também podem ser afetados, embora não se saiba completamente a extensão desse fenômeno.
“O que a gente vai recomendar é evitar o contato, deixar o tatu no lugar dele, como eu disse, a transmissão é pelo contato repetido ao longo de meses e anos, então, o tatu lá no canto dele não oferece risco para nós, o principal problema de transmissão é entre humanos. ”, destacou a médica.
A hanseníase continua sendo um desafio para a saúde pública, exigindo esforços contínuos de diagnóstico precoce, tratamento eficaz e conscientização da população sobre os riscos e medidas preventivas.
BOA VISTA, FLORIANÓPOLIS E PALMAS LIDERAM CRESCIMENTO POPULACIONAL ENTRE CAPITAIS
ENSAIOS DA ANITTA: TEMA, PRÉ-VENDA E VENDA DE INGRESSOS SÃO ANUNCIADAS
MELODY ENTRA NO LINE-UP DO ROCK IN RIO, A CONVITE DE HITMAKER
BRITNEY SPEARS DESABAFA SOBRE ATENDER 70 FÃS EM MEET E GREET: GRAÇAS A DEUS, ISSO ACABOU
MAURO VIEIRA E LAVROV DISCUTEM AGENDA BRASIL-RÚSSIA EM CONVERSA TELEFÔNICA