Um caso raro de litopedia, popularmente conhecido como “bebê de pedra”, foi diagnosticado na rede pública de saúde de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
Uma idosa, de 86 anos, ao passar mal com fortes dores na barriga, deu entrada em um hospital da cidade. Após exames de imagem, a equipe médica descobriu que ela carregava um feto calcificado em seu corpo.
A litopedia é consequência de uma gestação ectópica, quando o óvulo fertilizado é implantado fora do útero. A gravidez ectópica sempre evolui para a morte do feto e, em casos raros, pode haver a calcificação.
Em situações assim, para proteger a mãe de uma infecção, o sistema imunológico reconhece o feto como um corpo estranho e faz uma película protetora de cálcio em torno dele.
Caso de Ponta Porã
No dia 14 de março, por meio de uma tomografia, os médicos descobriram a calcificação no corpo da paciente e fizeram uma cirurgia para a retirada do “bebê de pedra”. A idosa não resistiu e faleceu no dia seguinte.
Ao G1, o secretário municipal de saúde de Ponta Porã, Patrick Dezir, explicou que a paciente morreu em decorrência de um quadro grave de infecção generalizada.

Médicos descobriram feto calcificado em mulher de 86 anos em hospital de Ponta Porã (MS)
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