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NOTÍCIA

JANEIRO BRANCO, COMPREENDENDO A DEPRESSÃO

Data: Quarta-feira, 03/01/2024 09:20
Por: Metrô FM Juína
Psicóloga infantil e instrutora de equoterapia, Juliana Dias Dalmasso.

No mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 300 milhões de pessoas sofram de depressão.

Apesar de relativamente comum, a depressão ainda é estigmatizada. Embora os últimos anos tenham sido de mudança no cenário, falar sobre o tratamento (especialmente com remédios) desse ou de outros transtornos mentais ainda enfrenta obstáculos.

A psicóloga infantil e instrutora de equoterapia, Juliana Dias Dalmasso, explica que a tristeza é algo normal do nosso dia a dia, que sentimos quando, por exemplo, discutimos com alguém, mas a tristeza tende a passar com o tempo.

Já na depressão, além da tristeza, existem outros sintomas que demoram mais para passar.

"É uma doença que tem os sintomas que vem ansiedade, insônia ou excesso de sono, vem a lentidão ou o exagero. Pessoas que você vê que estão muito tristes, o tempo todo triste, sinal de depressão, ou muito feliz também é um sinal de depressão.", relatou a psicóloga.

Juliana explicou que pessoas que estão sempre felizes também podem ter depressão, os sintomas são apenas diferentes do habitual.

A psicóloga destacou que além de procurar ajuda profissional, praticar exercícios físicos também ajuda a controlar a doença.

Os tratamentos da depressão dependem da causa e da gravidade de cada caso. Se o transtorno for leve, com a prática de atividade física, meditação ou psicoterapia é possível ajudar a solucionar o problema. Já em casos mais graves, pode ser necessário uso de medicação, além da psicoterapia.

A depressão também incita alterações fisiológicas no corpo, sendo porta de entrada para outras doenças. Pessoas acometidas por depressão podem, além da sensação de infelicidade crônica e prostração, apresentar baixas no sistema de imunidade e maiores episódios de problemas inflamatórios e infecciosos.

A depressão, dependendo da gravidade, pode desencadear, também, doenças cardiodasculares, como enfarto, AVC e hipertensão.

Em relação ao uso de álcool e outras drogas, Juliana Dalmasso explicou que essas substâncias são utilizadas como um tipo de fuga e podem sim agravar a doença. Nesse caso, é ainda mais importante buscar ajuda e pelo tratamento mais adequado.

O SUS - Sistema Único de Saúde, oferece tratamento para a depressão em todos os casos: leve, moderado ou grave. O tratamento gratuito segue um processo que visa oferecer assistência acessível e de qualidade a todos os pacientes.

Para fazer o tratamento de depressão via SUS, a pessoa inicia o processo ao procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma unidade de saúde da família mais próxima de residência, onde receberá atendimento de um médico ou profissional de saúde, que fará uma avaliação inicial para determinar o quadro do paciente e confirmar o diagnóstico de depressão.

Caso seja identificada a necessidade de tratamento, o/a paciente será encaminhado para o atendimento especializado em saúde mental, onde recebe atendimento de um psicólogo ou psiquiatra. Esses profissionais são capacitados a realizar uma avaliação mais detalhada e prescrever o tratamento adequado.