O Governo e o Poder Judiciário continuam perseguindo, com obstinação nunca vista, a fórmula perfeita para a total supressão de nossas liberdades. Temos assistido à derrubada de canais da internet, ao bloqueio de contas bancárias, às ordens de busca e apreensão, tudo ao arrepio da lei. A coisa toda deriva do tal inquérito das fake News, ele mesmo, inteiramente ilegal por vários motivos. O seu objeto é indefinido e não indica o fato a ser investigado, a indicação do ministro Moraes violou a exigência de livre distribuição, a atribuição para o caso não é do STF, além do que, sua instauração violou o sistema acusatório adotado pela Constituição. Vale repetir que coisas assim acontecem, também, por conta do silêncio da grande imprensa, sempre subserviente ao poder. Essas empresas imaginaram que nunca seriam alcançadas pelo arbítrio. Estavam enganados. Agora o STF decidiu que empresas jornalísticas de qualquer natureza podem ser responsabilizadas civilmente por injúria, difamação ou calúnia por causa de declarações feitas por pessoas entrevistadas.
Não satisfeito com o bloqueio de contas nas redes sociais, o governo decidiu atacar as empresas punindo-as por falas do entrevistado. Quer atribuir à empresa o suposto ato ilícito cometido na entrevista. A face crua do autoritarismo aparece quando será o governo a decidir o que é verdade ou mentira, como se tivesse autorização, competência e isenção para tal. Boa parte da imprensa alimentou os malfeitores que agora estão prontos para devorá-la. Não sabemos o quanto vai durar este tempo de trevas, que pode alcançar nossos netos. Abro aspas para o escritor russo, Alexander Soljenítsin: “Quando não punimos nem reprovamos os malfeitores estamos arrancando os alicerces da justiça para as novas gerações” Senhores; Mais que passou da hora para a nossa reprovação e punição aos malfeitores da nossa liberdade.
Vicente Lino.