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Coluna/Opinião

A arbitrariedade, o descaso e a falta de compaixão exibem o seu primeiro cadáver. - Vicente Lino.

Data: Quinta-feira, 23/11/2023 08:42

As consequências por conta do desprezo às leis e ao devido processo legal começam a se fazer sentir. Seus desdobramentos acabam de atingir de maneira letal, uma família brasileira. Tamanho descaso e arrogância, prepotência e falta de compaixão, além de desprezo pelo ser humano, acabam de expor seu primeiro cadáver. Cleriston Pereira da Cunha, preso em Brasília pelos atos de 8 de janeiro, morreu na manhã desta segunda-feira (20), no presídio da Papuda. A perversidade deste caso, é que a PGR já havia se manifestado de forma favorável ao seu pedido de liberdade provisória desde 1º de setembro.  Temos, então, que oitenta dias, após a manifestação de soltura pela Procuradoria, e longos 10 meses, após sua prisão num processo inteiramente ilegal, um brasileiro, pai de duas filhas faleceu preso e sem julgamento. Nesse tempo todo, o ministro Alexandre de Moraes ainda não havia se dado ao trabalho de examinar o laudo médico, que apontava “GRAVIDADE DO QUADRO CLÍNICO, RISCO DE MORTE PELA IMUNOSSUPRESSÃO E INFECÇÕES e solicitava AGILIDADE NA RESOLUÇÃO DO PROCESSO LEGAL DO PACIENTE”.

 Nada disso sensibilizou o ministro que, agora tem sangue nas mãos.  São coniventes, os seus colegas no Supremo que estão calados, além do Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por não ter processado vários pedidos de impeachment de Moraes no Congresso. Há um projeto Senador Hamilton Mourão, que propõe anistia geral para os presos do dia 8 de janeiro, dada a total ilegalidade do processo. É dever de o Congresso aprovar o projeto, libertar os presos e afastar Alexandre de Moraes. O ministro que já é responsável por prisões ilegais é agora o responsável direito pela morte de um preso sem julgamento. A sociedade responsabiliza o Estado e o ministro. E espera que, antes de outras mortes, o Senado cumpra o seu dever.

Vicente Lino.

A arbitrariedade, o descaso e a falta de compaixão exibem o seu primeiro cadáver. - Vicente Lino.