Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

Coluna/Opinião

A verdade começa a aparecer no julgamento sobre o dia 8 de janeiro em Brasília.- Vicente Lino.

Data: Quinta-feira, 14/09/2023 08:22

A gente nunca sabe o que é verdade, quando as ações são das autoridades do executivo, do STF, TSE e da penca de ministérios que a gente sustenta. Talvez agora mudem com os julgamentos que começam sobre os episódios do dia 8 de janeiro. Pelo que se viu, será difícil esconder a verdade.  O advogado e desembargador aposentado Sebastião Reis Coelho, defendeu o primeiro réu Aécio Lucio Pereira. A verdade começa quando ele afirma que seu cliente está submetido a um julgamento político, que o STF é ilegítimo para julgar, porque seu cliente não tem foro privilegiado e que a competência para o julgamento é do juízo federal de primeira instância. A verdade é que a Constituição diz que ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. A contestação oral do advogado da defesa reflete o sentimento da maioria da população brasileira, que se depara com as frequentes arbitrariedades perpetradas pelo STF, em especial, o ministro Alexandre de Moraes.

A verdade continua se impondo, quando o advogado dirigindo-se aos ministros afirma; “Vossas excelências têm que ter a consciência que são as pessoas mais odiadas desse país”. Provavelmente os ministros já saibam disso, ainda que vivam em um mundo paralelo e muito distante do Brasil real. Ao final, o advogado manifestou solidariedade aos policiais presos, sem que haja uma condenação e sem salário, com suas famílias desesperadas e torturadas. O ministro Alexandre de Moraes, ao rebater o advogado, afirmou que os extremistas que não gostam do Supremo Tribunal Federal são a minoria da população. E que Isso ficou demonstrado nas urnas e nos atos golpistas, que uma minoria praticou. Neste primeiro dia de julgamento, foi este o único instante em que a verdade desapareceu.

Vicente Lino.

A verdade começa a aparecer no julgamento sobre o dia 8 de janeiro em Brasília.- Vicente Lino.