A CPMI, no Senado, que investiga os atos do dia 8 de janeiro, em Brasília continua avançando e, cada vez mais, nos leva a acreditar que houve, no mínimo, omissão de agentes do governo. O que se tem no momento é o bombardeio de parlamentares do governo atuando para ocultar a verdade, não apurar nada e blindar os verdadeiros responsáveis. Vale lembrar, que o governo que insistia na instalação da CPMI, mudou radicalmente o rumo, após o vazamento das imagens mostrando a omissão dos responsáveis. Assim, os fatos insistem em aparecer e a verdade não dá tréguas. Daqui a pouco, talvez se comprove que o verdadeiro golpe foi perpetrado pelo próprio governo, como desculpa para aumentar perseguições, prender inocentes sem processo e seguir avançando sobre nossas liberdades. O ministro Flavio Dino, depois do vídeo em que aparece na janela de seu gabinete apreciando as cenas de invasão, segue negando a entrega do conteúdo total das imagens, à Comissão.
Agora, em meio a rumores de que as imagens teriam sido apagadas, parlamentares de oposição e juristas avaliam o comportamento do ministro, como obstrução às investigações e possível crime de responsabilidade. A CNN Brasil e a Record TV publicaram reportagens, dando conta de que os vídeos requeridos pela CPMI haviam sido descartados automaticamente após 15 dias de armazenagem. Especialistas em direito constitucional afirmam que a longa recusa de Flavio Dino em cumprir a exigência de cinco requerimentos de uma comissão de inquérito, aprovados em plenário poderia ser visto como um crime de responsabilidade, que pode levar ao afastamento imediato do cargo e à sua condenação pelo STF. Seria o correto. Mas o momento em que vivemos e com a justiça que temos, a gente não deve acreditar em condenação alguma.
Vicente Lino.