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Coluna/Opinião

Mais um penduricalho aos juízes federais pode nos custar 1 bilhão de reais - Vicente Lino

Data: Quarta-feira, 09/08/2023 10:37

A gente já sabe que o Poder Judiciário brasileiro custa dos impostos que pagamos mais de 112 bilhões de reais por ano, apesar da má qualidade do serviço que presta. O desastre maior disto tudo é que a moçada nunca se cansa de avançar sobre os impostos e sempre querem mais.  Eles mesmos criam as leis com benefícios e privilégios inalcançáveis para o brasileiro comum. A contenda de agora diz respeito ao Adicional Por Tempo de Serviço; um penduricalho que está quase no bolso de suas excelências e pode custar ao Brasil nada menos que 1 bilhão de reais. A excrescência estava extinta há 17 anos, mas foi restabelecida, monocraticamente, pelo Corregedor Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão. Agora, a moçada quer a dinheirama com efeito retroativo, o que, pode colocar no bolso no bolso de alguns juízes até 2 milhões de reais, de uma só tacada. Como as leis são feitas e decididas por eles, o Procurador Geral da República, Augusto Aras acaba de entrar no baile se manifestando, claro que favoravelmente aos colegas.

O pagamento estava suspenso por uma ação do Tribunal de Contas da União, que entre outras coisas, afirmou haver grave risco de dano ao erário e que as circunstancias do caso justificavam a atuação incisiva do Tribunal, no sentido de fazer cessarem os pagamentos inquinados. Augusto Aras afirmou que o TCU não tem competência para atuar no caso e que cabe somente ao CNJ decidir sobre o salario dos juízes. E que os tribunais e juízes estão agindo em cumprimento a uma fonte legítima do Direito administrativo nacional. É aonde chegamos. Suas excelências acham que criar mecanismo que leva ao enriquecimento da magistratura não fere os princípios da legalidade e, muito menos, da moralidade. Fere sim, excelências!

Vicente Lino.

Mais um penduricalho aos juízes federais pode nos custar 1 bilhão de reais - Vicente Lino