A Comissão parlamentar de Inquérito que investiga as ações das ONGS, na Amazônia colheu importante depoimento, capaz de jogar luz nos absurdos perpetrados por tais entidades e do mal que elas fazem à Amazônia, aos índios e ao país. Em depoimento, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, conhecedor profundo da região denunciou a existência de três Estados paralelos na Amazônia. Para a moçada que fala em preservação ambiental, defesa dos índios, mas que opera somente em busca de dinheiro, que ninguém sabe onde vai parar, Aldo Rebelo evidenciou as características de cada um dos Estados paralelos. Segundo ele, o primeiro Estado é o oficial, das prefeituras, das agências e órgãos do governo. Um estado anêmico e deficitário em tudo. O segundo estado paralelo é o do narcotráfico que está dominando tudo, tem poder social e econômico. O ex-ministro ainda alertou para o fato de que, em algumas cidades, o tráfico de drogas emprega mais que a Prefeitura.
Traficantes rotineiramente cometem homicídios, como se as cidades estivessem em guerra. O terceiro estado paralelo, descrito por Aldo Rebelo, talvez seja ainda mais sério que os outros. Trata-se da atuação de Ongs na Amazônia. É muito grave constatar que elas operam contra os interesses do país e são auxiliadas por instituições do próprio governo. Citados o IBAMA, O Ministério Público, a FUNAI e o Ministério dos Povos Indígenas, que acaba de ser criado. O senador Plinio Valério, relator da CPI, já havia denunciado uma ONG que comprou grandes áreas em região petrolífera no Amazonas. Ele também questionou os recursos da BNDES e as doações de países europeus. O ex-ministro Aldo Rebelo afirma que viu, pela primeira vez em 2010, na Amazônia, o aparato ostensivo do governo, formado por helicópteros, Policia Federal, Agentes do IBAMA e viaturas, mas nunca para combater o crime organizado e, sim, perturbar o pobre e o índio que sobrevivem com poucos recursos. Em países sérios casos como esse dão cadeia. Em países sérios.
Vicente Lino.