Quem acompanhou o noticiário sobre as investigações e prisões da Operação Lava Jato, há de se lembrar daquele papo sinistro entre Romero Jucá e Sergio Machado. Ao se referir ás investigações, delações e prisões de gente poderosa, o ex-senador Romero Jucá, do alto de sua prepotência afirmou que seria necessário mudar o governo para estancar a sangria. Foi quando Sergio Machado, também arrogante afirmou que seria preciso “um grande acordo nacional”. Aí, Romero Jucá completou; “com supremo e tudo”. Os criminosos de colarinho branco de todos os matizes estavam realmente preocupados, com a delação premiada da Odebrecht. A Construtora entregou provas dos crimes cometidos contra a Petrobras e outras estatais. Houve 78 executivos da empresa que também fecharam delação. A empreiteira mencionou 415 políticos de 26 partidos - quase um terço dos ministros e senadores e quase metade dos governadores de então.
A partir daí, a moçada começou a receber batidas na porta, ás 6 da manhã e conduzidas ao camburão, pelo japonês da federal. O Brasil decente aplaudia imaginando que todos eram iguais perante a lei. Era engano. Tá todo mundo na rua e o STF tem anulado sistematicamente as provas beneficiando os criminosos. Apenas na semana passada, o ministro Dias Toffoli anulou as provas da Odebrecht em 21 casos diferentes, e beneficiou políticos de vários partidos. É o mesmo Toffoli, que foi denunciado como “amigo do amigo do meu pai”, na planilha da construtora, conforme reportagem da Revista Crusoé. O texto de Deltan Dallagnol, na Gazeta do Povo fala a verdade; “O Estado de Direito é fraco e o Estado de Pessoas é forte”. “O império da lei é suplantado pelo império de pessoas”. “O Direito já foi pelo ralo com a Constituição e a Lei” Corretíssimo Dellagnol. O ex-deputado foi cassado, por essa mesma gente que joga o direito no ralo.
Vicente Lino.