Talvez valha a pena começar dizendo, que o Congresso Nacional custa 40 milhões por dia, coisa de 14 bilhões por ano. É o que nossos impostos pagam para manter funcionando aquela multidão que a gente vê além dos que a gente não vê, claro. Além dos salários, os benefícios são tantos que não cabem aqui neste espaço.. O que se ouve a toda hora é que, aquela moçada por ter sido eleita, representa a verdadeira democracia. Falando assim, talvez tenhamos que acreditar que Cuba, China e Coreia do Norte e Venezuela também são democracias, porque por lá, também, há eleições. O desastre que se opera por aqui é que o Congresso, mesmo nos custando os olhos da cara, passo a passo, vai se transformando num monumento à inutilidade, por não resolver absolutamente nada. Temos assistido apenas o governo e o STF/TSE decidirem o destino da nação. A demarcação de terras indígenas, aprovada por larga maioria na Câmara, está no STF e pode ser anulada.
A privatização da Copel, aprovada, em três turnos depois de 20 anos de discussão, pela Assembleia do Paraná, já está na mira do PT, em ação no STF. A Lei das Estatais, que o Congresso havia aprovado e estava em vigor, está no STF por conta de uma ação do PT. Querem anular, também a Lei do Ensino Médio, além da lei que acabou com o imposto sindical obrigatório. O problema é que o STF e os tribunais superiores em geral, aceitam tudo que o PT e seus satélites pedem. A gente não sabe para que serve o Poder Legislativo se as leis aprovadas pelos deputadas são anuladas pela justiça toda vez que o PT pede, ou manda, sei lá. Isso representa uma agressão permanente às decisões tomadas pelo Congresso em votações livres. E por juízes que nunca receberam um único voto na vida e ainda insistem em chamar essa violência de democracia.
Vicente Lino.