O ótimo texto de Adrilles Jorge, para a Revista Oeste deste mês, deveria despertar o Brasil decente para os enormes riscos que corremos e, principalmente, para o abismo que nos espera, se nada for feito. Talvez já tenha passado a hora de o País se levantar contra a chibata que aprisiona a parte que presta do Poder Legislativo e os grilhões que prendem o que ainda resta da boa imprensa. A força que nos oprime, não age mais nas sombras, ao contrário, os desrespeitos à lei e ao devido processo legal, são mostrados à luz do dia com prepotência e arrogância
. Usando terrível doença, como metáfora, Adrilles Jorge pontua que o Brasil sofre de metástase da ditadura que devora todos os órgãos da República. Ainda assim, o brasileiro nega estar na ditadura respirando o ar podre do cadáver da democracia diante de seu nariz. Além do que, os juízes, políticos e influenciadores prescrevem uma dieta frugal para amenizar a morte iminente da democracia brasileira. E mais: os agentes cancerígenos que destroem as células da República são os mesmos que alertavam para o risco de uma ditadura no tempo em que éramos livres. Não faz muito tempo, numa manifestação pacífica, de 7 de setembro fomos chamados de fascistas pelo Ministro Luiz Barroso, o mesmo que afirmou que eleição não se ganha, se toma.
De lá pra cá, as coisas só pioraram. Segundo Adrilles Jorge “Ninguém tem coragem de dar um pio. Todos têm medo. Os poucos que falam são ceifados ou esperam a degola diante do silêncio covarde da maioria” O fato, é que há um estranho arranjo entre a imprensa podre, Judiciário e governo para espalhar que a democracia corre risco, quando usam a própria democracia para atacar os nossos direitos. Somente sairemos deste abismo espalhando a verdade, empunhando a verdade. Unido, o povo poderia reagir ao Estado canceroso que o destrói, uma vez que é muito maior que qualquer estado criado para protegê-lo. Hoje, o estado está anulando seu próprio povo, ao anular os próprios pilares da democracia que jura defender.
Vicente Lino