Ontem, em reunião fechada, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados confirmou a cassação do deputado Deltan Dallagnol. O ato ainda não foi anunciado em plenário. A papelada foi assinada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, e pelos demais integrantes do colegiado, os deputados Marcos Pereira, Sóstenes Cavalcante, Luciano Bivar, Maria do Rosário, Júlio César e Beto Pereira. Talvez seja a pá de cal e o desrespeito com quase 345.00 votos recebidos, pelo deputado federal mais votado no Paraná.
Concordamos inteiramente com o editorial da Gazeta de Povo, quando afirma que; o Brasil, o Brasil profundo, o Brasil democrático, o Brasil verdadeiro está de luto. Em vez de entrar para a história como legítima e corajosa defensora dos interesses dos cidadãos e do próprio Estado Democrático de Direito, os membros da mesa optaram pela cegueira e pela conivência. É mais um ato a confirmar que o Brasil decente, depois de abandonado pelo Poder Judiciário, também, não pode contar com o Poder legislativo. Vale lembrar que a câmara, também, votou a favor da cassação do mandato do deputado Daniel Silveira, não deu um pio sobre a cassação do deputado Fernando Francisquine, acusado de divulgar fake News sobre nossa gloriosa urna eletrônica.
Ou Poder Legislativo reage às arbitrariedades do Poder Judiciário ou fica escancarado o fato de que a democracia acabou. O Partido Novo, por meio do Deputado Marcel Van Hatten, esboça alguma reação e colhe assinaturas para a CPI sobre os abusos de autoridade do STF e do TSE. Mais do que passou da hora. Com razão, Dellagnol afirmou: “Meu crime foi ter defendido meus valores, a verdade e ter buscado colocar políticos corruptos na cadeia pela primeira vez na história do Brasil". É justamente por isso, que Dellagnol e Sergio Moro estão sendo impiedosamente perseguidos. Corruptos, ladrões e criminosos odeiam a lei e a verdadeira justiça
Vicente Lino.