O governo atual foi empossado quatro meses, após a privatização da Eletrobrás. Lula, crítico da privatização, entrou com ação no Supremo Tribunal Federal questionando o processo. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que a posição do partido é pela retomada da empresa "como ela era". A possibilidade de volta da Eletrobras a condição de “como ela era” fez com que as ações ordinárias da empresa caíssem quase 30%. Gleisi Hoffmann, ainda afirmou que o governo não tem condição de fazer desenvolvimento do Brasil, sem uma empresa como a Eletrobrás controlada pelo Estado. Mesmo sabendo que, em 2012, a medida provisória 579, editada por Dilma Roussef, reduzindo as tarifas do setor elétrico em 20%, levou a Eletrobrás a um prejuízo de R$ 6,8 bilhões e da conta do Tesouro, saíram R$ 20 bilhões para compensar a redução dos tais 20%
A gente sabe e a Gleisi, também sabe que, um estudo divulgado pela gestora de investimentos 3G Radar, em 2017, apontou perdas de R$ 85 bilhões em razão de ineficiências da Eletrobrás. A moçada que quer retomar o controle da Eletrobrás finge não conhecer, que em um relatório a clientes, a gestora de investimentos afirmou que entre 2002 e 2016, a Eletrobras teria somado R$ 186 bilhões em prejuízos, resultantes de erros, ineficiências e de corrupção, citando indícios levantados pela Lava Jato na construção das usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio. Talvez seja isto que a presidente do PT queira dizer, quando afirma querer a Eletrobrás, como ela era.
Em 2016, os analistas da gestora de investimentos concluíram que, “durante os últimos 15 anos, os verdadeiros acionistas da Eletrobras foram empreiteiras corruptas (...), fornecedores e políticos, juntos com aqueles que se beneficiaram das ineficiências, que criaram valor para eles mesmos sem devolver nada para o país”. Voltaram ao poder e querem fazer tudo novo.
Vicente Lino.