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Coluna/Opinião

Escondem do futuro, os crimes cometidos no passado e no presente.- Vicente Lino.

Data: Segunda-feira, 00/00/0000 00:00

Reportagem da Revista Oeste dá conta, de que foram apagadas as planilhas de propina da empreiteira Odebretch. Quem acompanhou os julgamentos sobre aquelas bandalheiras sabe que estes arquivos faziam parte das principais peças de acusação do MPF contra diversos políticos, incluindo o presidente Lula. A gente não pode afirmar se essa ação foi uma queima de arquivo. O fato é que o material, armazenado em sete discos rígidos de oito terabytes foi destruído, pelo Ministério Público do Paraná, com o aval do juiz Luiz Antonio Bonat. Os equipamentos, atravessados por uma broca de aço apagam da história, a planilha, da Construtora Odebretch. Estavam ali, os nomes, as contas e os valores desviados, pela maior organização criminosa do Brasil.

As investigações mostraram que, com o objetivo de ocultar o pagamento de propinas, a Odebrecht criou um departamento específico e um sistema paralelo de informática. Esse servidor ficava na Suíça, longe do alcance de possíveis operações da polícia brasileira. Depois de a empreiteira firmar acordo de leniência, o MPF e a PGR tiveram acesso às informações, que guardavam a contabilidade paralela. Agora, o passado está sendo apagado e escondendo do futuro, a enormidade de crimes cometidos no presente. Por enquanto permanecem vivas as lembranças de que, o trabalho dos procuradores no combate à corrupção resultou em 285 condenações, com penas que somaram mais de 3.093 anos de prisão.

Infelizmente permanecerá, também, na lembrança, o fato de que, bem depressa, todos eles foram soltos e voltaram a operar. Lá na frente, outros documentos deverão ser apagados ocultando crimes ainda maiores.

Vicente Lino.

Escondem do futuro, os crimes cometidos no passado e no presente.- Vicente Lino.